Acabaram.se as férias. Foram boas. Oooh se foram. Foram mesmo de descanso. Eu bem que comecei pelas corridas mas no dia seguinte fui logo parar ao Hospital no Algarve que é para não me armar em esperta e aprender a respeitar o tempo de descanso do meu corpo.
Bem dito bem feito. Agora, dado que não fiz nada, restam-me kg de aulas para preparar, cabelo por pintar e cortar, verniz para tirar, roupa para lavar, casa para limpar, 1000 cafés para tomar (o que é muito muito bom) e despertadores a meter. Ai...Esta última vai custar.
Venho com duas novidades das boas e das fresquinhas, que eu não faço a coisa por menos :)
Para as próximas semanas tenho um prefácio de um livro para escrever. Fui convidada por um amigo que vai editar um 2º livro e, com muito gosto, aceitei o convite. Já li o livro e gostei muito. No entanto, dado que é um livro de opinião, houve algumas coisas com as quais não concordei, portanto a ver vamos o que é que de simpático me sai que não sou muito dada a falsidades.
Depois vou candidatar-me à EDSAE, em Lisboa. É uma escola profissional que, para além de outros cursos, tem um dos melhores cursos de Teatro Musical do país. Conta com excelentes professores e oferece um curso pós-laboral de 3 anos. Adivinhem? Pois é, vou-me lá enfiar. Já enviei a inscrição e estou à espera que me chamem para a audição. Vou ter de fazer uma prova de dança (piece of cake, I guess), de canto e de teatro - ai,.....ai..... :)
Eu devi andar a sentir-me uma confiançuda. Não sei se é das férias mas o facto é que aceitei estes dois desafios e mais um. Este ano, pela primeira vez, vou estar a dar aulas de Contemporâneo Junior. Dejisase....
Em vez disso (ou melhor, quando acordei ao meio dia........), fui ao intendente meter um vestido na costureira. Entretanto, à vinda para casa, vi umas sandálias lindas de morrer e baratas! Não havia o meu número...chocante. Mas acabei por entrar numa loja da Humana e encontrar um vestido roxo lindo de morrer que custava 7,45€, uma pechincha, mas que ainda teve 50% de desconto. Sou uma sortuda ou quê? =)
Finalmente possa. Um dia mais tranquilo. Não de stress... Mas isso quer dizer: que stress é que pode haver em dar no máximo 3h de aula por dia?? Mas sei lá, estava melhor. Pensei na coisas que me incomodam e iadaiadaiada mas pronto, tudo bem. Ou seja, hoje pela primeira vez já em algum tempo fartei-me de estar em baixo! Pronto e mesmo que amanhã volte à mó de baixo, hoje ninguém isto me tira!
E pronto. Toma lá. E embrulha. E mete lacinho. Pumbas... E tcharan, em poucas palavras voltei a ter 16 anos :)
Amanhã vou fazer uma aula de contemporâneo em Santos pela fresquinha. Não conheço o professor, já ouvi bem e já ouvi mal... É rezar. Mas também, o que quer que seja que me meta a mexer é sempre bem-vindo que isto já não há c* que aguente estar em casa!
Pronto, e aproveitei a energia de hoje para oferecer jantar à minha mãe cá em casa (agora que já tenho a casa limpa e arrumada...finaly!) e combinar uma saída à noite com amigos e irmãos para sexta-feira. Bem me parece que me vão arrastar para o casino de Lisboa depois de jantar mas enfim... É na loucura agora.
Olá, gente. Essas férias? Não foram ainda? Não vão de todo?! Pouca sorte... Eu cá vou trabalhar esta semana e na próxima lá me vou para terras de sol e mar (embora de sol haja pouca promessa e mar só gelado).
Então, cenas: Estou a passar uma fase difícil. Mas está tudo bem, faz parte da vida. Já tive dias piores e já tive dias em que duvidei mais de mim.
Hoje fui a uma esplanada sozinha; acho que foi a primeira vez. Pedi uma someresby de blackberry e pensei um pouco sobre como é estar sozinha. Fiquei ansiosa então peguei no meu livro - qualquer vida, real ou imaginária, vai ser sempre mais confortável do que a minha precisamente por não ser minha. Acabei o livro depressa, afinal faltavam-me poucas páginas. Não adorei o livro, foi-me um bocado indiferente...Obrigada tia pelo empréstimo mas pronto nhé...
Voltei a ficar ansiosa. Tinha a bebida por acabar, não me podia ir embora. Fiz o que a psicóloga mandou: porque é que fiquei assim? Em que é que eu estava a pensar quando começou o coração a bater? Ok. Porque é que estar sozinha me aflige tanto? Do que é que eu tenho medo? Ok. Porque é que estar sozinha significa necessariamente perder o rumo? De onde veio essa crença? Como é que posso desmantelá-la?
Sinto-me bem. Sinto-me mal, triste, em baixo mas sinto-me saudável. As conversas comigo mesma são difíceis e disparam o coração num aperto mas são muito importantes. Sinto-me uma pessoa normal. Só que quando os problemas e as dúvidas apertam baralho tudo e consigo dissecar muito pouco, só isso. Parei de conversar comigo, parei de sentir o que queria sentir. Agora tenho de recomeçar o trabalho que perdi há...sei lá quantos anos atrás. Talvez 5, talvez mais.
Está tudo bem. É só mais um caminho a percorrer. Pesaroso e solitário. Quem me dera ser menos dramática, mas não seria tão honesta para com o que eu sinto =)
Finalmente em casa. Passei por muitas viagens nos últimos dias: estive um mês e meio no Cartaxo em trabalho, em que por vezes passava uma noite na minha terra que fica a meia hora; no final do trabalho fiquei 3 dias e marchei para o Sul a contra-gosto mas com a sensação de que não havia sítio nenhum onde fosse mais precisa que junto do meu pai; regressei a Lisboa 3 dias depois, numa viagem cansativa de autocarro, começam as arrumações; no dia seguinte regressei à minha terra para ir buscar o meu carro; no mesmo dia regressei a Lisboa, mais arrumações; passei o dia seguinte inteiro em Sesimbra; regresso no próprio a Lisboa; no dia seguinte mais arrumações e regresso à minha terra porque me esqueci do computador e preciso de trabalhar; regresso e mais arrumações. E finalmente estou em casa.
O meu quarto já se parece com um quarto e quase que se parece com o meu quarto...
Acendi as minhas velas, meditei um pouco. Pedi paz e tranquilidade para mim e para os que me rodeiam e mais precisam. Pedi forças e energia para passar esta fase difícil que deu conta da minha vida, sem que eu desse bem por isso. Apercebi-me (ou re-apercebi-me, não sei ao certo) que estar sozinha é uma torturam não porque eu não goste de estar comigo mas porque estar só significa perder a segurança de que posso conquistar, de que posso ser amada. Isto são tudo coisas que preciso para me sentir bem comigo-própria. E por isso é que chega a um ponto nas minhas relações amorosas que deixa de "ser suficiente". Não foi a pessoa que deixou de ser suficiente. Aliás, a pessoa foi tão eficiente em dar-me amor, em dar-me carinho, em dar-me atenção, segurança e confiança, que eu deixei de precisar dela. E depois fico sozinha e.......ah afinal, já não tenho bem a certeza. É horrível não é? Diz que é falta de auto-estima.
Não sei quanto tempo mais isto vai durar mas está difícil de passar.
De um trabalho de mês e meio, passo por aqui só para dizer que vou até ao Sul fazer reset por uns dias. Ainda não consegui ler de blogs praticamente nada porque passei o tempo todo a dormir desde que regressei a casa ontem.
De mim... a confusão do costume, agora com o cansaço à mistura.