27 de outubro de 2017

O meu Halloween Antecipado

Eu e um grupo de amigos meus andamos meio viciados no Escape Game (em todos os que houverem). No fim-de-semana fomos fazer o terceiro mas desta vez tínhamos direito a desconto se fôssemos mascarados. Eu ODEIO tudo quanto é Carnaval, Halloween, enfim... tudo o que me impedir de ser eu própria. Basicamente porque é desconfortável e é chato, não acho divertido. Mas enfim! A malta e o dinheiro estão com uma relação complicada: gostam muito um do outro mas há fases em que não se podem nem ver. E como estamos nessa fase qualquer desconto era bem vindo. Assim, lá fomos nós...








Claro que acabei a noite sem peruca e sem máscara porque já me fazia tudo comichão e não conseguia ver nada. O que valeu foi a noite em si e as fotos que ficaram giras, porque o jogo também foi muito fácil (há terceira já precisamos de um pouco mais de complexidade...)

Cisne

25 de outubro de 2017

Impecábel!

No que diz respeito à organização, fui mudando para pólos opostos ao longo dos anos. Em criança muito preguiçosa para arrumar, adolescente muito arrumadinha já ali a mandar para o control freak, quando fui morar com a minha irmã tive de aprender a descontrair com muitas coisas, até chegar ao dia de hoje: em que a minha vontade é ter tudo super limpinho e organizadinho mas os maus hábitos dos últimos anos a adaptar-me à minha irmã, tornaram-se nos meus próprios vícios. Assim, orgulhosamente exponho os meus últimos feitos heróicos!!!...

Documentos importantes, não usados com frequência



Na falta de prateleira organizam-se assim os livros...


A gaveta da minha secretária cheia de papéis importantes e não, tudo aos molhos!
A minha roupa organizadinha por dias - Separadores Primark



Dei um basta na minha vida! Pelo menos por agora. Isto foi a semana passada e para já o quarto continua imaculado. Vamos ver quanto tempo consigo :)

23 de outubro de 2017

Tenho um novo hobbie!!

Como já mencionei por aqui, a minha vida deu uma grande volta a nível profissional, o que me deixou com bastante tempo livre. Desde então, para além de tentar encontrar outro ou mais sítios para dar aulas, tenho também tentado estar mais comigo própria, perceber melhor do que gosto e não gosto e quem sou eu no final da história. Parte disto é experimentar algumas coisas novas e para já tenho um novo hobbie!

Estou a aprender a tocar guitarra!

Tive ontem a minha primeira lição em que aprendi 3 acordes diferente, dois muito fáceis e 1 difícil.
Pontos negativos:

  • Tive de cortar as unhas - há anos que limo as unhas portanto não só a sensação de ter as unhas sentes é horrível como esteticamente não acho nada bonito...
  • A primeira aula parece-me a pior. Só faz doer aos dedos e somos super lentos - é muito complicado chamar aquilo que eu fiz de música
  • É uma aprendizagem lenta e por vezes frustrante 

Pontos positivos:

  • Para mim é desafiante a nível de coordenação força e memória, o que são tudo características da dança também, logo é natural que eu goste bastante de aprender
  • Se no primeiro dia me senti uma anta, no segundo dia com apenas 20 minutos de treino senti-me o máximo, muito mais rápida e coordenada.
  • O facto da perfeição ser um pontinho pequenino lá no infinito acho que me pode fazer bem. Aprender a tirar proveito de algo em que não sou a melhor ou muito boa, foi algo que nunca lidei muito bem.
Posto isto, fingers crossed para que eu não desista disto em 3 tempos! Btw, alguém por aqui sabe tocar? Algumas dicas ou conselhos?

Jinhos à prima!
Cisne

17 de outubro de 2017

Da falta de coragem que descobri que tenho


Ontem, por motivos profissionais, vi-me obrigada a conduzir o meu carro em direção a Coimbra desde Lisboa. À medida que ia avançando na auto-estrada ia-me encolhendo mais e mais no meu assento, sentindo que estava a ir na direção errada. Não posso imaginar o que sente quem não tem hipótese de ir para mais lado nenhum quando o fogo lhes assola as casas, as quintas, os animais, as pessoas... Vi todas as fotos e vídeos no Facebook mas de facto só quando me vi por debaixo de um "nevoeiro" de fumo e senti o cheiro a vidas queimadas é que senti a gravidade da situação. Senti a vontade de largar os meus planos e ir a correr ajudar alguém, ir a um supermercado comprar garrafas de água para distribuir, tudo. E a verdade é que não fui não por causa do trabalho ou preguiça mas por medo. Medo de perder a própria vida.
Obrigada a todos aqueles que tiveram e têm a coragem de fazer o que eu não pude. E coragem aos que estão sozinhos a lutar porque não há corajosos suficientes. Vocês conseguem. E porra venha lá a chuva a sério que acabe com esse terror!


Cisne 

13 de outubro de 2017

Acho que tenho um fraquinho pelas bridges das músicas. Sou só eu?? É sempre aquela parte da música que mais me cativa... o problema é que geralmente não gosto de mais nada. Ora aqui vai um exemplo:
https://youtu.be/Dj1MRUkZu6s
Do minuto 0'40 ao 0'58 tudo certo. Mais do que isso esqueçam lá, amigos.

Btw o casal a dançar kizomba, arrasa com o vídeo. Brutal!

Cisne

Procrastinar

Não acredito que ainda não criei o blogue de dança
Não acredito que ainda não comecei a coreografia para um Festival no início de Novembro
Não acredito que faltei duas vezes à  mesma aula
Não acredito que ainda não fui capaz de concluir o documento do meu novo projecto pedagógico
Não acredito que acabei de enviar por correio azul a minha candidatura para ser professora  um Conservatório em Coimbra
Não acredito que voltei às velhas péssimas rotinas de me deitar às duas da manhã e levantar às 11h

Eerrrr.......!
Cisne

12 de outubro de 2017

Como é que se ultrapassam frustrações?
Como é que se ultrapassam planos furados?
A palavra-chave:《expectativa》.
Para a minha irmã o segredo está em esperar sempre o pior (ou nada de todo) pois se se confirmar estaremos preparados e se algo melhor vier será uma boa surpresa. Para o meu pai o mesmo.
No geral, toda a minha família é bastante negativa. Aprendeu a sê -lo  com os azares da vida e desde que a vida mudou que andam quase todos a tentar mudar o pensamento mais saudável.
Eu, por cá, estou perdida. Não há prática nem teoria que me colham do drama que eu faço. Não quero a vida que tenho. E eu ingrata, como uma criança de três anos, não consigo aceitar o que tenho no momento, observar que tudo está perfeitamente alinhado, para me queixar dia sim dia não que estou perdida no tempo e no espaço.
E assim é como me sinto.
Quem dera um melhor post para uma retirada do blog de mais de um mês .

Obrigada por lerem o que eu não sou capaz de falar. Obrigada linguagem escrita.

14 de setembro de 2017

O pós

Tenho tido a sensação, desde há cerca de um mês depois de ter sido despedida da Academia onde trabalhava (embora só me tenha apercebido agora), que errar é muito fácil.

Algo fora do normal acontece e...ups...pé na argola. Tudo estava como sempre foi e de repente...pumba...fizemos tudo como sempre e deu asneira.

Se por um lado ser despedida e ter de procurar emprego se revelou positivo e refrescante e uma oportunidade para deixar coisas mais felizes entrarem na minha vida, por outro tem-me tornado numa pessoa medrosa e ultra cautelosa. Penso no que digo, como digo, a quem digo e passo a vida desconfiada. Desconfiada de mim: "será que disse a coisa certa? Será que fiz bem? Será que esperavam outra coisa? Espero não me ter esquecido de nada. E se eu me esqueci de alguma coisa? E se eu devia ter avisado e não avisei? E se eu devia ter ficado calada e abri a boca?". 
É muito fácil, é a sensação que tenho...

Cisne

28 de agosto de 2017

Últimas aquisições

Calções de ganga - Pull and Bear 15,99€ - estava a precisar
Bershka 29,99€

Pull and Bear 14,99€

27 de agosto de 2017

Fui viajar...

Comecei por Edimburgo - parte da Cidade



Musical Atlantis - Adorámos!


Topo de um jardim muito conhecido cujo nome já não recordo. Meditámos e subimos...muito!

E apanhámos o comboio para o aeroporto, para ir buscar o carro que íamos alugar para viajar pelas High Lands

...Edimburgo High Lands...







... Londres...


Musical "Book of Mormon" - gostámos muito, é cómico

London Bridge
Gordices...Muitas gordices...Demasiadas gordices...


Adorámos! Cenários, interpretações... Incrível!

 ... E chegámos a Antuérpia, o local do meu curso intensivo de dança. Técnica Gaga e repertório de Ohad Naharin e Repertório da peça "Genesis" de Sidi Larbi, com a própria companhia Eastman. Não tenho muitas fotografias porque tinha aulas o dia inteiro e só visitava à noite. Gostei muito da experiência e da companhia. No entanto não tive muito bons professores o que não me deu grandes aprendizagens técnicas. Emocionalmente foi muito duro mas acho que tinha mesmo de ser feito. Não sei se voltava a fazer, talvez apenas pela experiência, o curso em si penso que não.

Cidade velha à noite com a maravilhosa qualidade do meu telemóvel

Turma de Gaga
Da minha faculdade até à estação com as malas, durante meia hora, encharcados

E de volta a Lisboa.

And now, for one week, Rome!

Cisne

26 de agosto de 2017

Despedida

Esta carta foi escrita do coração para os dedos. Sem qualquer filtro, sem qualquer preocupação com o remetente, apenas na tentativa de aliviar o desassossego que a minha alma sentia ontem. Tem todas as coisas que eu não disse, que eu não devia ter dito e possivelmente que não sinto sequer. Estas palavras deixam de fora qualquer raciocínio lógico ou gratidão que em verdade sinto, quer pela experiência, quer pela pessoa. Devem ser completamente egocêntricas, pois também assim me parece que nos sentimos quando sofremos. Depois de a escrever senti-me muito melhor e quero publicá-la para a poder reler um dia mais tarde, com a mente e coração frios e com a distância que nos permite sempre um melhor juízo de valor.


Olá. Não tenho nada para te dizer. Já nem faz sentido dizer seja o que for porque o que aconteceu foi uma completa separação de familiaridade.
Em poucos dias, deixou de importar o que nos uniu e de que forma. E isso magoa muito. Tenho medo da justificação que dás às pessoas acerca da minha ausência. Peço em segredo para que o novo professor não seja meu conhecido e que não seja melhor que eu. Peço para que não se espalhe uma má imagem de mim. Que eu consiga arranjar um bom trabalho outra vez. Se não fosse o colégio a manter alguma conexão com algo que já conheço acredito que estaria em bem pior estado.
Não me sinto forte, não me sinto a pessoa que disseste que eu era. Não me sinto, no fundo, uma má pessoa. Pois acredito que foi esse o meu bilhete de ida: "não quero este tipo de personalidade a trabalhar comigo". E nada acontece por acaso pois foi também apenas a tua distancia e falhas de comunicação que me fizeram desejar sair. Eu só nunca esperei que acontecesse de facto. Na nossa última conversa previ que vergava mas não partia. Estava muito mais preocupada em como é que eu ia lidar com o ambiente com a B. do que contigo.
Tenho a sensação de que não me conheces. E não sei como é que isso aconteceu. Jantámos e almoçámos juntas, convivemos diariamente e na vida uma da outra... E acabamos esta relação comigo a achar que te conheço, que te entendo, que compreendo inclusivamente a tua decisão – só não concordo com ela.
Agora já sei o que é que te quero dizer: Não foram os meus erros que fizeram com que eu fosse despedida. Foi a minha personalidade. Que não é das mais fáceis. Mas é honesta. Pelo menos eu acho que é. E tu duvidaste disso. Felizmente existem cartas pois tem de haver uma maneira de te dizer isto sem dizer: deixaste uma menininha, insegura, bruta, cheia de defeitos MAS a APRENDER, desamparada. E eu só tenho que perceber. Não é o teu trabalho amparar-me. Mas foi a tua escolha quando me deste trabalho com 19 anos, quando percebeste que eu era insegura e não sabia muito bem o que sabia. Para mim foste muito rápida a arranjar alguém que me substituísse. E outra das coisas que mais me custa é essa: ninguém te pode substituir. Ninguém pode substituir a primeira pessoa que te deu a mão. Acho que o que mais custa é isso: é sentir que há tanto amor por uma pessoa que desprezou. Se calhar isto é tudo um exagero mas não deixa de ser o que eu sinto.
Pergunto-me vezes sem conta o que é que eu poderia ter feito melhor ou diferente, sem que ninguém me ensinasse. Vejo e revejo na minha cabeça tudo o que fiz e nunca mas nunca mas nunca fiz nada com má intenção. E outra coisa que custa: não sei como não vês isso!! Não sei como é possível que para ti de repente confiança puf! O que raio te andam a dizer?? Ou estes erros, gaita, são assim tão graves??? Como eu podia saber?? Gaita. Não sabia ter feito melhor. Não sabia mesmo. Levei para casa quinhentas vezes as perguntas, as preocupações, as responsabilidades, as dúvidas. O N. pode confirmar com boa memória cada uma delas! Duvidei quase sempre do que fiz. Do que disse, do que decidi. Do que ouvi. Mas no final das contas temos de escolher. E eu se calhar umas vezes fiz más escolhas. Mas muitas vezes tu também. E a merda é que eu não te culpo delas! E sinto que eu estou a sofrer as consequências. E tu? Não que eu queira vingança mas e tu? Quais são as tuas consequências? Qual é o teu karma?

E agora qual é o passo seguinte para mim? Deixar tudo para trás? Como se nunca tivesse acontecido. Começar do zero, num lugar que não me diz nada, com miúdos desinteressantes, que só dançam porque não têm nada melhor que fazer... Sinto-me a dar aulas na minha terra em plena Lisboa... Penso que mais valia dar lá as aulas e não pagava casa. Talvez até tivesse melhores condições.

Não sei. A nada: não sei. Mas vou seguir não sabendo. Vou seguir descobrindo, desbravando, explorando. E vou ser bem sucedida. Contigo. Com o que me ensinaste. Que eu respeito e honro. E com a esperança de os nossos caminhos se voltem a encontrar – sem mágoa, sem tristeza, sem rancor. Só com a alegria de nos vermos mais velhas, mais sábias, já mulheres diferentes.


Obrigada.
Cisne

Infinite Book

Uma pequena maravilha!! Adorei a aquisição! Na verdade não foi bem uma aquisição, foi uma prenda. O meu namorado depois de praticam...