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7 de março de 2018

O karma é assim


Há uns tempos critiquei a Pepper (de quem gosto muito muito muito de ler) e, claro, o karma apanhou-me: Estou igual a ela!!

Nunca gosto de ver o meu blog como está e volta e meia, quando me apanho com tempo, lá vamos nós a mais uma nova roupagem. E este vício está longe de acabar...

Ai karma, a quanto obrigas....

Cisne

17 de novembro de 2017

Karma


Karma é:

A minha tia achar que eu era uma exagerada sempre que me queixava que a convivência na mesma casa que a minha irmã era impossível
 e...
...Agora trabalham juntas 9h por dia e ela está a sentir na pele o meu "exagero"!

Muahahaha...

Cisne

26 de agosto de 2017

Despedida

Esta carta foi escrita do coração para os dedos. Sem qualquer filtro, sem qualquer preocupação com o remetente, apenas na tentativa de aliviar o desassossego que a minha alma sentia ontem. Tem todas as coisas que eu não disse, que eu não devia ter dito e possivelmente que não sinto sequer. Estas palavras deixam de fora qualquer raciocínio lógico ou gratidão que em verdade sinto, quer pela experiência, quer pela pessoa. Devem ser completamente egocêntricas, pois também assim me parece que nos sentimos quando sofremos. Depois de a escrever senti-me muito melhor e quero publicá-la para a poder reler um dia mais tarde, com a mente e coração frios e com a distância que nos permite sempre um melhor juízo de valor.


Olá. Não tenho nada para te dizer. Já nem faz sentido dizer seja o que for porque o que aconteceu foi uma completa separação de familiaridade.
Em poucos dias, deixou de importar o que nos uniu e de que forma. E isso magoa muito. Tenho medo da justificação que dás às pessoas acerca da minha ausência. Peço em segredo para que o novo professor não seja meu conhecido e que não seja melhor que eu. Peço para que não se espalhe uma má imagem de mim. Que eu consiga arranjar um bom trabalho outra vez. Se não fosse o colégio a manter alguma conexão com algo que já conheço acredito que estaria em bem pior estado.
Não me sinto forte, não me sinto a pessoa que disseste que eu era. Não me sinto, no fundo, uma má pessoa. Pois acredito que foi esse o meu bilhete de ida: "não quero este tipo de personalidade a trabalhar comigo". E nada acontece por acaso pois foi também apenas a tua distancia e falhas de comunicação que me fizeram desejar sair. Eu só nunca esperei que acontecesse de facto. Na nossa última conversa previ que vergava mas não partia. Estava muito mais preocupada em como é que eu ia lidar com o ambiente com a B. do que contigo.
Tenho a sensação de que não me conheces. E não sei como é que isso aconteceu. Jantámos e almoçámos juntas, convivemos diariamente e na vida uma da outra... E acabamos esta relação comigo a achar que te conheço, que te entendo, que compreendo inclusivamente a tua decisão – só não concordo com ela.
Agora já sei o que é que te quero dizer: Não foram os meus erros que fizeram com que eu fosse despedida. Foi a minha personalidade. Que não é das mais fáceis. Mas é honesta. Pelo menos eu acho que é. E tu duvidaste disso. Felizmente existem cartas pois tem de haver uma maneira de te dizer isto sem dizer: deixaste uma menininha, insegura, bruta, cheia de defeitos MAS a APRENDER, desamparada. E eu só tenho que perceber. Não é o teu trabalho amparar-me. Mas foi a tua escolha quando me deste trabalho com 19 anos, quando percebeste que eu era insegura e não sabia muito bem o que sabia. Para mim foste muito rápida a arranjar alguém que me substituísse. E outra das coisas que mais me custa é essa: ninguém te pode substituir. Ninguém pode substituir a primeira pessoa que te deu a mão. Acho que o que mais custa é isso: é sentir que há tanto amor por uma pessoa que desprezou. Se calhar isto é tudo um exagero mas não deixa de ser o que eu sinto.
Pergunto-me vezes sem conta o que é que eu poderia ter feito melhor ou diferente, sem que ninguém me ensinasse. Vejo e revejo na minha cabeça tudo o que fiz e nunca mas nunca mas nunca fiz nada com má intenção. E outra coisa que custa: não sei como não vês isso!! Não sei como é possível que para ti de repente confiança puf! O que raio te andam a dizer?? Ou estes erros, gaita, são assim tão graves??? Como eu podia saber?? Gaita. Não sabia ter feito melhor. Não sabia mesmo. Levei para casa quinhentas vezes as perguntas, as preocupações, as responsabilidades, as dúvidas. O N. pode confirmar com boa memória cada uma delas! Duvidei quase sempre do que fiz. Do que disse, do que decidi. Do que ouvi. Mas no final das contas temos de escolher. E eu se calhar umas vezes fiz más escolhas. Mas muitas vezes tu também. E a merda é que eu não te culpo delas! E sinto que eu estou a sofrer as consequências. E tu? Não que eu queira vingança mas e tu? Quais são as tuas consequências? Qual é o teu karma?

E agora qual é o passo seguinte para mim? Deixar tudo para trás? Como se nunca tivesse acontecido. Começar do zero, num lugar que não me diz nada, com miúdos desinteressantes, que só dançam porque não têm nada melhor que fazer... Sinto-me a dar aulas na minha terra em plena Lisboa... Penso que mais valia dar lá as aulas e não pagava casa. Talvez até tivesse melhores condições.

Não sei. A nada: não sei. Mas vou seguir não sabendo. Vou seguir descobrindo, desbravando, explorando. E vou ser bem sucedida. Contigo. Com o que me ensinaste. Que eu respeito e honro. E com a esperança de os nossos caminhos se voltem a encontrar – sem mágoa, sem tristeza, sem rancor. Só com a alegria de nos vermos mais velhas, mais sábias, já mulheres diferentes.


Obrigada.
Cisne

13 de janeiro de 2015

Karma


Acredito em Karma. Num balanço Universal. Que existe e se faz constantemente, mesmo que não consigamos ver os resultados. É como uma chapada que vem a seguir à outra como resposta: demora o seu tempo a vir, mas tu sabes que vem porque bateste primeiro. O Universo é muito maior, portanto o tempo de espera terá de se adaptar à escala, eu acho.

Hoje tomei a decisão de confiar nisto.

Escrevi há um mês atrás um e-mail carregado de ódio disfarçado de preocupação e boa educação. Quando me apercebi da sua verdadeira cara, parei de o escrever, Não queria enviar nada com ódio, nada com raiva, nada de tão negativo, fosse para quem fosse. Não por medo das consequências, mas por mim. Não quero viver com essa carga negativa. Não acredito que passa-la para alguém me fará sentir melhor. Acredito que cada um tem de lidar com a sua, com ou sem ajuda, mas não tem nada que a passar para os outros.

Depois da raiva, do ódio e de um sentimento de injustiça total, achei que ainda assim o conteúdo era importante e as pessoas deviam saber do que tinha acontecido comigo para prevenir que acontecesse também com elas. A preocupação e consciência tomaram lugar...felizmente.

Hoje tomou o karma lugar. Decidi eliminar o e-mail, já o fiz. Temo que o que me fizeram a mim só o fizeram porque deixei ou porque em qualquer parte da minha vida a desequilibrei e esse desequilíbrio me encontrou só agora, tão tarde que já nem me recordo dele. Ou então que este foi o desequilíbrio que será equilibrado um dia. Seja como for, acredito, não me compete a mim.

Iria ser mal interpretada, provavelmente. Ou até os meus alertas iriam ser vãos pois as pessoas não são eu, e não sendo eu não cairiam no mesmo erro que eu caí.

Bom, deixo-vos o direito de discordarem; talvez eu discorde daqui a uns tempos. Mas por agora tenho uma qualquer fé inexplicável e cada vez mais presente em karma, em equilíbrio, em constância.

8 de janeiro de 2013

Karma


Sou péssima a avaliar pessoas. No início da minha licentiatura julguei muito mal uma rapariga da minha turma e fiz os possíveis para me afastar dela. Ela é agora uma grande amiga mas...karma!: ela vai embora no final do ano lectivo.

Haverá alguma explicação lógica para eu simplesmente não ter aquela amiga que toda as raparigas têm? Aquela que é sempre a primeira a que ligam quando alguma coisa horrível ou óptima aconteceu?


Cisne.

Envelhecer

 Tenho 29 anos. Para alguns sou nova, para outros sou muito nova, para outros "já ninguém tem 20's"... Estava aqui a tentar le...