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16 de outubro de 2015

Saudades


E nunca nenhum de nós carrega no botão enviar. Os que carregam, arrependem-se amargamente por saberem que tocaram numa coisa que deveria ter permanecido intocada, uma vez que acarreta demasiados sentimentos que pertencem somente a uma recordação de um passado mais ou menos distante.

Cisne

26 de setembro de 2015

Reviver o passado em 3 minutos

O ano passado por esta altura estava nisto:

Curioso, como me lembro de cada pormenor desses dias. Do jantar horrendo, da ida, da operação, do pós-operatório, dos cheiros, das pessoas, do que me disseram, do que ficou por dizer... Hoje as cicatrizes mal se notam mas a recordação da pessoa que esteve lá do início ao fim, aturando a minha frustração de não me conseguir mexer e pedir ajuda para tudo, não esqueço nunca. Obrigada P. Tenho saudades tuas. Às vezes são demasiadas =')


Cisne

25 de março de 2015

Esconder-me dentro de mim


Tenho saudades de Barcelona. Muitas mesmo. Mais do que da cidade, tenho saudades da pessoa em que me tornei lá. Era tão forte, era intocável... Tenho muitas saudades de ser esse eu. O eu que tinha saudades, que tinha dificuldades, que tinha problemas mas que lidava com eles, que os resolvia bem. Nestes dias tenho tantas saudades do L. Porque me lembro bem de como me sentia com ele, de como eu era diferente. Era mesmo intocável. Se existirem almas gémeas, sei que ele era a minha. E sei que ele me compreendia melhor que ninguém. Que ele não só percebia o que eu dizia, que ele o sentia.


Voltei de Barcelona outra pessoa. Hoje apenas mantenho a cor de cabelo, com que voltei. E mesmo essa aos meus olhos perdeu brilho. O meu corpo está todo doente, fisicamente e mentalmente. O meu cabelo está fraco e perdeu os caracóis, estou branca como a cal, tenho frio a toda a hora e dores de velha. Não me sinto bem no meu corpo e há dias em que o sofrimento que esta depressão me traz é tanto que não quero sair da cama. Que só queria desaparecer fisicamente deste mundo. Contraio-me toda dentro dos lençóis numa ilusão esquisita de que se o fizer com força consigo esconder-me dentro de mim mesma. Acho que esta ideia só percebe quem tem ou teve uma depressão.

Odeio vir aqui falar de coisas más quando há tantas coisas bonitas na minha vida. Odeio os meus dias maus, os dias em que só quero não ter responsabilidades nem obrigações, em que não existir seria o ideal, os dias em que, na verdade, não percebo a minha existência. Odeio questionar a grande dádiva que é viver neste mundo.

Gostava de recuperar a energia com que vim de Barcelona. Vim com a sensação de que podia agarrar o mundo só com os meus dois braços, que um dia faria a diferença, que as minhas ideias haviam de tomar um caminho e havia de se tornar em qualquer coisa. Vim com a sensação de que eu podia e devia fazer a diferença só com a minha vida. Que tinha qualquer coisa para dar.


Nestes dias sinto que só tenho tristeza, que é só isso que carrego, todos os dias comigo. Que o único momento bom do meu dia é quando durmo, que é quando estou noutro mundo em que não preciso de decidir nada, que tudo acontece sem o meu aval mesmo que eu própria esteja lá dentro.

Sim, é por isso que gosto tanto de sonhar. Porque durante aquelas horas, naquelas histórias sem sentido, sou outra pessoa. Se calhar até sou a mesma, mas não sou a pessoa que se define como aquela que carrega um peso maior que o seu próprio, maior do que aquele que pode suportar.

No outro dia alguém me disse que o ser humano consegue suportar até metade do seu próprio peso. Então não sei que raio de humano sou eu. Já mal me consigo carregar a mim mesma.

Cisne

12 de dezembro de 2013

Venho aqui fazer uma confissão de uma coisa que faço...


... para ver se a deixo de fazer. É uma coisa muito muito estúpida, a atirar para o «namorada psycho».

Confesso que passo grande parte da minha noite (maior do que deveria alguma vez ser, dado que nem deveria existir) à procura de músicas parecidas com as de que o meu namorado costuma gostar só para publicar e no dia seguinte poder ter um gosto dele no facebook. (ou errar redondamente e verificar que não tenho gosto nenhum) (ou verificar que ele não é tão viciado quanto eu e nem sequer foi ao facebook)...

Pronto, vou ali ver se ganho vergonha e já volto, está bem?


Jinhos à prima,
Cisne

14 de novembro de 2013

Saudades

"O teu mundo está tão perto do meu
E o que eu digo está tão longe como o mar está do céu"

Repetir até acreditar: "Ter saudades é bom"

a





Cisne

2 de outubro de 2013

Reflexo de nós


Fazes-me falta.
Tu, que estás longe e passaste 17 anos da minha vida comigo.
Tu, que ultrapassaste com resiliência a minha adolescência conturbada durante 2 anos.
Tu, que nunca estás em casa, e que há quase 20 anos me conheces e sabes o que penso num olhar.
Tu, que apoio e me apoias há cerca de 5 anos.
Tu, que já não fazes parte da minha vida por escolha minha, mas em quem ainda hoje penso «se estivesses aqui...».
Tu, que entraste agora mesmo por tempo indefinido e já deixas saudade.
Tu, Cisne, que já não és quem eras e que já és alguém que não reconheço.
Tu, Cisne, confiante, forte e lutadora.
Fazes-me falta.

Cisne

10 de setembro de 2013

Why can't I just not care?


Que estúpida... Eu achava que ainda ia ter 2 semanas até me despedir... Não me apercebi que as próximas duas semanas são a despedida e que vão estragar as memórias todas até aqui. Pior: não há nada que eu possa fazer para não me despedir, tarde demais... As próximas duas semanas vão acontecer, estão a acontecer, e eu tenho de me habituar rapidamente à ideia.

Cisne.

Envelhecer

 Tenho 29 anos. Para alguns sou nova, para outros sou muito nova, para outros "já ninguém tem 20's"... Estava aqui a tentar le...