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15 de março de 2022

Last Single

Último post solteira 😳

Vou casar no próximo sábado dia 19 e tudo me soa a bizarro. Não por ir casar. Mas por estar a ser tudo tão atípico. Por o meu pai não estar presente.

Tenho saudades de ter uma coisa que nunca tive: tempo. Mas sinto mesmo saudades. Como se me lembrasse de um tempo em que tinha tempo para coisas. Mas não tenho a mínima recordação. Também tenho saudades de um tempo em que era só feliz e nada me ralava. Com muita frequência tenho saudades de um eu que nunca existiu. Parece que estou a tentar ser poética mas acreditem que não é nada disso, é só meio louco: sinto uma saudade como se fosse real.

Vou casar e estou na boa com isso. Estou na boa com a pessoa que escolhi, estou na boa com as promessas que vou fazer, estou na boa com a maior parte das coisas que vão acontecer (livrei-me do bouquet mas vou ter de ir cortar o bolo 😒).

Queria escrever algo significativo para assinalar a data mas estou tão exausta e cheia de sono... Vim aqui escrever, não porque precisava de desabafar, mas apenas porque quis fechar um ciclo. Foi aqui que me queixei inúmeras vezes de desgostos amorosos e duvidei da existência de amor. Agora dou um passo afirmativo na direção de o reconhecer. Uma parte de mim (a parte que tem pais separados e sabe a merda que isso dá) sussura internamente "não te percas...espero que não estejas enganada...não te deixes enganar...".

Acho que não vai chover. Dá chuva...Mas não era agora um ano depois que eu ia deixar de acreditar que não chove! :)

Tenho de ir dormir. 01:36h.

Desejem-me sorte. Não para o dia...isso é fácil. Para a vida toda.
Concentrem-se.

Cisne

3 de setembro de 2018

Shall anyone be interested...


...Um curso sem limite de idade, com aprendizagem individualizada, um fim-de-semana por mês. Todos temos um artista dentro de nós =) Seja a cantar, representar ou dançar. Quem sabe os três??

Coragem!

Cisne

A Gerência a agradece no caso de amavelmente poderem partilhar nos vossos facebooks, instagrams, blogs, etc., etc.

17 de outubro de 2017

Da falta de coragem que descobri que tenho


Ontem, por motivos profissionais, vi-me obrigada a conduzir o meu carro em direção a Coimbra desde Lisboa. À medida que ia avançando na auto-estrada ia-me encolhendo mais e mais no meu assento, sentindo que estava a ir na direção errada. Não posso imaginar o que sente quem não tem hipótese de ir para mais lado nenhum quando o fogo lhes assola as casas, as quintas, os animais, as pessoas... Vi todas as fotos e vídeos no Facebook mas de facto só quando me vi por debaixo de um "nevoeiro" de fumo e senti o cheiro a vidas queimadas é que senti a gravidade da situação. Senti a vontade de largar os meus planos e ir a correr ajudar alguém, ir a um supermercado comprar garrafas de água para distribuir, tudo. E a verdade é que não fui não por causa do trabalho ou preguiça mas por medo. Medo de perder a própria vida.
Obrigada a todos aqueles que tiveram e têm a coragem de fazer o que eu não pude. E coragem aos que estão sozinhos a lutar porque não há corajosos suficientes. Vocês conseguem. E porra venha lá a chuva a sério que acabe com esse terror!


Cisne 

8 de maio de 2017

O medo mora comigo


Acho que o medo é uma memória de um sofrimento que vem de fininho.

Quase nunca me lembro de ter tido uma relação de três anos em que fui manipulada e mal tratada verbalmente. Mas lembro-me sempre com muito pormenor de tudo quando raspo numa situação que é ou pode vir a ser semelhante...

Quando esta memória vem ao de cima, experiencio um medo dilacerante de viver tudo outra vez. Perdão. Tenho medo de viver tudo outra vez e novamente sem me aperceber disso.

Por um lado obrigo-me a procurar "sinais de perigo" ter a certeza que não estou a ceder demasiado, que não estou a sobrepor a vontade dele à minha, etc.. Mas quando se gosta, este julgamento fica tão mais difícil e deturpado... Por outro lado não quero estar atenta a nada, quero viver esta relação, quero aceita-lo, entende-lo, não ser demasiado exigente...

Já consegui muita coisa nesta relação. Desde discussões de ciúmes cada vez menos frequentes até piadas ou comentários de muita insegurança. Não quero perder a força nem o instinto que me protege de passar pelo mesmo. Mas quero acreditar que sem terminar a relação, podemos fazer com resulte.

Afinal, para que hei-de eu fugir de uma relação deste tipo se atraio exactamente o mesmo na próxima? Não, vou ficar e resolver, fazer diferente. Mudar a relação mudando-me a mim. Não adaptando-me a ele mas mudando a maneira como olho para mim e dando importância às coisas que quero e penso. 

Cisne

Envelhecer

 Tenho 29 anos. Para alguns sou nova, para outros sou muito nova, para outros "já ninguém tem 20's"... Estava aqui a tentar le...