21 de outubro de 2016

Depois da tempestade, a bonança

Queria só dizer que me sinto tão bem... Hoje tive assim um momento em que avaliei os pensamentos que passaram na minha cabeça nos últimos 5 minutos e a conclusão a que cheguei foi: Gaita, estou cheia de medo de tudo isto mas sei no meu coração que tudo vai dar certo. Eu simplesmente sei que vai ser bem sucedido. Eu simplesmente sei que quando chegar o momento certo eu vou ver a solução para tudo. Estou cheia de medo sim, mas não porque não sou capaz, antes porque estou a aprender a lidar e a aceitar com tudo aquilo que eu sou capaz de fazer.

E foi assim que 5kgs saíram de cima dos meus ombros.

Um obrigada sem tamanho, que não se paga, que não se qualifica à minha terapeuta que definitivamente me trouxe de regresso à vida.

Há 8 meses atrás eu deixei de viver a minha vida para passar a sobreviver apenas. Passava as minhas manhãs a chorar praticamente ininterruptamente. Chorava na cama assim que acordava (eu não acreditava que teria de começar novamente outro dia), chorava no banho, chorava enquanto comia, chorava no carro, chorava 5 minutos antes de entrar no meu local de trabalho e 5 minutos assim que saía. Durante mais ou menos 4 meses esta foi a minha vida, um sufoco, uma fase muito dura de sobrevivência. Houve um momento (felizmente só um) em que eu pensei não aguentar mais. Foram os três segundos mais assustadores da minha vida - em que eu pensei "eu não quero morrer, mas também não consigo mais viver assim".

Hoje, devido a um árduo, muito árduo trabalho da minha parte sou feliz como era dantes - talvez mais feliz do que fui antes -, consigo voltar a saborear as pequenas coisas que tanto me agradam, voltei a dançar, voltei a sorrir, voltei a amar e voltei a viver.

Ainda algumas vezes me sinto ansiosa mas nem pensar em voltar aquele estado depressivo de choro compulsivo. Estou mais consciente, mais alerta para mim mesma, deitei fora a vassoura que varria tudo para debaixo do tapete. Ainda é difícil não ter medo, ainda é difícil ser humilde, ser segura, ainda é dificil aceitar o outro como ele é, e logo a mim como eu sou. Mas é bem mais fácil expressar-me e ser feliz.

Hoje sou uma mulher mais confiante que ontem, mesmo depois de achar que isso seria impossível. É possível. E foi esforço meu. E continuará a sê-lo por muito tempo eu espero, e que o esforço se torne em rotina diária: "eu sou perfeita exactamente como sou e tudo já é perfeito tal e qual como é."

Outro obrigada gigante à minha família em especial ao núcleo duro: irmã, tia e mãe que nunca me abandonou e me apoiou tanto quanto soube e pôde e nunca desistiu de o fazer. Que me amou e aceitou, compreendeu e deu colo. Em especial à minha irmã pois não pode ser fácil sair todos os dias de casa comigo a chorar compulsivamente.

Um obrigada gigante ao homem que também não desgrudou. Não sabemos como nem sabemos porquê, mas a vida trouxe-nos juntos por algum motivo e eu não podia estar mais grata. Eu sei que não foi fácil ver-me num buraco sem fundo e não conseguir tirar-me de lá por mais amor e carinho que me circundasse. Fogo... Haja coragem para namorar alguém que está no auge de uma depressão.

À minha mãe. À minha mãe. À minha mãe. É tanto amor que eu não tenho palavras... O que eu faria sem ti? Estes meses todos, mais estes anos todos desde que entrei em depressão, o que eu teria feito sem o teu colo? Sei que na última fase não nos conseguíamos entender mas não interessa nada. No final de tudo: não interessa nada. És a luz da minha vida, adoro-te e admiro.te imensamente por tudo.

A minha tia é todo um ser sobrenatural. Não há nada a fazer, esta mulher não cá pertence. Talvez por também ela ter passado por tempos conturbados, foi a primeira e uma das 2 únicas pessoas a conseguirem tirar-me do estado de choro compulsivo ansiedade frustração and god knows what else, sendo que a outra tinha formação para isso. Foi incrível e é incrível. Falar com ela é dizer "não me apetece falar mas queria um bocadinho de companhia" e no segundo a seguir estar a falar de tudo e mais um par de botas inclusivamente o problema em questão. E quando conversamos é lindo, sinto que ela tem um Universo de coisas para me ensinar e eu quero aprender todas... É linda mesmo.

Desculpem o texto longo, a única coisa que eu queria ter escrito era o primeiro parágrafo mas de repente fiquei a pensar em tudo o que as pessoas mais próximas de mim passaram comigo...

Estou bem e plena. Obrigada.

Cisne

Já que estamos numa de partilhar....


Fui ver este espectáculo o ano passado no campo pequeno e A-DO-REI. É claro que em grande parte porque levei a minha tia a ver uma orquestra ao vivo pela primeira vez e ver a reação dela foi incrível e depois porque eu gosto mesmo muito da Disney e quer os cantores, quer a animação de vídeo tornou tudo muito próximo e fez-me voltar à infância que para mim foi uma época super rica!

Este ano vou ver outra vez. Venham venham!!

Cisne

20 de outubro de 2016

9 de outubro de 2016

Recap


  • A preparar uma peça de raíz em 12 ensaios a ser apresentada dia 9 de Dezembro. Kill me now...
  • A estudar dois graus da Royal Academy of Dance
  • A preparar uma turma para exame e class award (pela primeira vez, deles e minha)
  • A preparar um musical que estreia SÓ no teatro Tivoli BBVA em Fevereiro
  • A stressar...Muito.

Cisne

"Acho que isto não vai resultar"

Este é o pensamento que me ocorre todos os dias, acerca do mesmo assunto, por variadas razões. Ou é pela minha irmã, ou pelo meu pai, ou...