A pensar na morte da «bezerra»

A cave da cave, o esconderijo debaixo da água
Dentro do poço, perdido no mato.
Eis-me lá bem no fundo.

Nestes dias tenho pensado na morte. É coisa que me desperta imensa curiosidade. Talvez porque, até onde sei, deve estar ainda longe de me tocar, talvez.


O que será morrer? Lembro-me de fazer uma experiência em tenra infância, que consistia em tentar perceber como é que funcionava aquilo do «adormecer». Como é que era? O que é que acontece? O que é que eu tenho de fazer para adormecer sem ser fechar os olhos? Esperei, esperei... Ora de olhos abertos, ora de olhos fechados e «por que é que nunca mais?». Com o cansaço acabamos realmente por cair no abismo parcialmente desconhecido - o inconsciente.


Será que é assim? Será que não nos apercebemos? E depois da morte? Voltaremos a acordar?  Poderemos cuidar dos que ficam? Será que são os que morrem a fazer o «destino» dos que vivem? Será por isso que tanta desgraça acontece no mundo?


Oh, sim sei, que desconfiança no ser humano... Mas e se assim for?




Cisne.

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