23 de outubro de 2011

Pausa no estudo

 
Duas frequências importantíssimas para terça-feira. Yap, no mesmo dia - yei. Pois tenho-vos a dizer que uma delas é Anatomofisiologia - aquela que é só células e músculos e artérias e veias e articulações. Essa! Essa de que eu andei a fugir ANOS na básica. Pois é... Ando aqui a marrar a ver se entra alguma coisa e a minha cabeça está quase a fazer caput. Então, antes que isso acontecesse cá estou a fazer a minha pausa kit kat.

Das aulas tenho algumas coisas para vos contar mas não sei bem por onde. Tem sido tudo tão valioso e interessante...


Vou-vos falar da minha penúltima aula de Improvisação I. O objectivo era ganharmos confiança no grupo turma. Então fizemos 2 jogos de confiança (deveríamos ter feito três mas estávamos lentos naquele dia :P). Então o 1º exercício foi:

Separados em dois grupos. Em cada grupo, havia um no meio e os outros à volta. Este tinha de fechar os olhos e deixar-se oscilar pelos colegas e esperar que estes o apanhassem. Posso dizer-vos que as lágrimas caiam dos meus olhos do medo e eu nem estava triste. Eu ria-me, aquilo era de alguma forma divertido mas mete um medo descomunal. Mas ninguém me deixou cair, apesar de eu estar ali a tremelicar toda x)

O 2º exercício foi o mais giro:

Novamente separados em 2 grupos. Tentem visualizar: uma linha de pessoas de um lado, virada de frente para outra linha de pessoas do outro lado. Mais ou menos com este aspecto e formação:

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Então agora o objectivo era o primeiro de uma das filas ir a correr em curva em direcção ao outro grupo e saltar para cima desse grupo que só podia estender os braços na altura em que tu saltasses. MEDO. Eu entrei em pânico total e achei que não ia soltar. Mas é neste tipo de coisas em que me orgulho de mim. Tenho alguns medos mas recuso-me a aceitá-los como dados adquiridos. Estou constantemente a desafiar-me e a ir além de mim. 

 
Por isso, quando chegou a minha vez, o meu coração batia tanto que eu o sentia a saltar fora do peito e sentia a adrenalina toda enquanto corria. Fechei os olhos e saltei e fiz qualquer coisa como um «aiaiaiaiai pppffff». E pronto. Lá me apanharam. A minha surpresa foi não ter desmaiado, que eles me apanhavam já eu sabia! x) Mas ainda tive de repetir outra vez o exercício e a sensação manteve-se.

Se por um lado é uma sensação aterrorizadora e desconcertante, por outro é um sensação de descarga impressionante. É deixarmos todos os nossos instintos para trás, não pensar em nada e ir. Fazer. Deixar. Foi incrível e aconselho vivamente.



No final, a prof. deu-nos os parabéns porque toda a gente saltou (o mesmo não aconteceu noutras turmas) e em especial a mim porque não somos todos iguais e ela compreendia perfeitamente que o medo tem várias consequências a nível físico e arriscar-me nesse âmbito era sinal de coragem e força de vontade. E eu lá chorava... lool. A sério, não era soluçar, nada disso. Depois de todos os exercícios, fiquei sem forças nas pernas, deitei-me no chão e as lágrimas caíam. Eu ria-me e as lágrimas caíam do medo, da adrenalina, do esforço, de tudo... Foi fantástico. :)


Agora a sério, tenho de ir estudar! E vou...
Beijos à prima,

Cisne.

20 de outubro de 2011

Aaaaiii!

Estou doente! -.-'



Desaparece da minha vista, constipação que 'tou contigo p'los cabelos!!

Cisne.

16 de outubro de 2011

Amanhã é Segunda

 
Estou com medo. Mas suponho que seja normal.

Tenho desejado os fins-de-semana como nunca me lembro de ter desejado. Tenho esperado as Segundas-feiras com o maior desassossego da minha vida. Isto porque ir para a faculdade não é só ir para a faculdade. Implica sair da nossa zona de conforto, implica adaptarmo-nos a novos ambientes, a novas pessoas, a diferentes situações... Tudo isto não é fácil mas é mais fácil para alguns do que para outros. Para mim não está a ser nada fácil; para uma colega minha que vem do Porto e vai a casa de mês a mês é mais como "Eu tenho saudades de casa mas nunca fui muito de ter saudades... E é bom ter o meu quarto e silêncio para estudar e passe e independência para ir onde me apetecer!". E eu pensava que era deste género de pessoas. Por inúmeras razões: porque viver com o meu pai e a minha madrasta (principalmente) é um grande desafio, porque não gostava da minha escola, porque não gostava dos meus colegas, porque esta seria a oportunidade única de experenciar Lisboa como sempre quis, porque estaria a ganhar mais independências, entre outros...

Acontece que a minha vida mudou bastante e eu não reagi como uma das pessoas que tem poucas saudades. Apesar de adorar Lisboa e adorar o meu curso, eu já estou a morrer de saudades da minha casa, do meu quarto, da minha mãe, da minha terra, do café da esquina e até do raio do piriquito que me acorda às 7h da manhã. E isso não é fácil. Não é fácil ir-me deitar porque sei que o sono passa sem eu dar conta e em menos de nada já é segunda-feira. Não é fácil enfrentar mais um dia em que o meu pensamento será "O que é que eu estou aqui a fazer?". Não é fácil e sinto-me perdida muitas vezes.

Eu sei que passa. Eu sei muito bem que daqui a um tempo já estou perfeitamente adaptada e vou adorar tudo isto, nada de dramas. Mas agora têm (ou teem?? Porque é que eu ainda não percebo nada do acordo orográfico?? -.-') que ter paciência: eu não estou bem, eu não me sinto bem.


São muitas as pessoas que me perguntam: "Então, como é que está a correr o curso? Estás a gostar?". Perguntas perfeitamente normais e especialmente quando isto é o que eu sempre quis e as pessoas que mo perguntam sabem-no... Mas, por agora, terão de se contentar com um sorriso amarelo arraçado de feliz e desconfortável e um "Está tudo a correr bem, estou a adorar". E parte-se-me o coração com estas palavras porque só me apetece gritar bem alto em desabafo: «Não está tudo bem!! Eu estou cheia de medo de mudar para uma turma mais avançada! A minha prof de clássico insiste em deixar-me no grupo dos mais fracos, a minha prof. de contemporâneo só fala em coisas que eu não percebo e olha para mim e sabe que eu não percebo, os meus profs de estudo do Movimento vêm que eu estou a fazer o que posso mas que não estou a chegar lá. Vejo os meus trabalhos de grupo a serem sempre os piores e nada me tira da cabeça que é por eu estar inserida neles. Vejo-me sem tempo para estudar. Vejo-me longe de tudo e até de mim mesma que de repente troquei as sabrinas por ténis e jeans por calças de fato de treino. E nada disto faz mal, eu vou conseguir ultrapassar tudo isto. Mas agora, deixem-me chorar tudo o que retenho quando penso "O que é que eu estou aqui a fazer?"».

Às vezes... Eu só preciso de chorar um bocadinho e deixar que o patinho feio se apodere de mim, é assim tão mau mostrar esta fraqueza? Se eu me sentir melhor, porque não?

E estes são os devaneios e os desabafos que escrevo e que choro, que nunca falo. Mas que me aliviam e que me mostram (porque às vezes também me escondo de mim mesma) a minha imagem, como me sinto, o que quero ou o que penso. E mesmo que agora não esteja a estudar ou não esteja a dormir, acho que já ganhei mais do que fazendo qualquer uma dessas coisas.

Amanhã é Segunda.


Cisne.

13 de outubro de 2011

Que dia bom :)

Hoje foi um dia ÓPTIMO! Cheguei ao comboio de regresso a casa, altura em que me separei de uma colega de turma, com uma energia imensa, com uma alegria que me trespassava. E é destes dias bons que eu me encho para conseguir ultrapassar os maus. Mas venham os bons, sff! x)

Estou com pouco tempo! Jinhos,
Cisne.

9 de outubro de 2011

segunda-feira



Custa-me tanto quando desejo com toda a minha força que a Segunda-feira não fosse já amanhã. Gostava de gostar mais das Segundas-feiras, do que elas significam. Vai alguma vez isso mudar?

Cisne.

6 de outubro de 2011

Karma. Is it?



Passei aqui, muito muito rapidamente! Então vamos ouvir aqui um dia interessante, sha'll we?...

De manhã, nas escadas rolantes infindáveis do metro da Baixa-Chiado, estava uma senhora com uma menina dos seus 10 anos e um bebé num carrinho. Esta senhora (com o que me pareceu muita prática) arrastava o carrinho até às escadas rolantes e este ficava sempre virado para a pessoa atrás dela - nomeadamente eu. Ora, mesmo com o meu mau humor matinal fiquei a rir para o bebé o tempo todo, que ele era a coisa mais gira deste mundo, sem fazer birras a olhar para tudo quanto era sítio x) Enfim, então chegou a vez das escadas que não eram rolantes e a mulher já com toda a pujança para ir carregar com aquele carrinho sozinha. Eu, fiz a minha boa acção do dia e perguntei-lhe se precisava de ajuda. Ela muito aliviada aceitou e agradeceu. E lá fui eu toda contente da vida para a faculdade, que tinha feito uma boa acção!

O dia correu super bem e diverti-me imenso com os meus colegas que hoje pareciam ter snifado qualquer coisa de muito má que só faziam era falar à parva!

Except for... Quando ia a sair da faculdade eis que se me acaba a bateria. E eu ainda não tinha combinado com o meu padrasto como ia ser. Fantástico! Como é que eu descalço esta bota? Ora vamos lá comer aos Armazéns que não se pode pensar em coisas sérias de estômago vazio, não é? Pois depois disso procuro por um telefone público - não vejo nenhum. Desço até à menina das informações (que tem dois telefones em cima do balcão!) e pergunto-lhe se podia fazer uma chamada e pagava-lhe o dinheiro da chamada. Ela toda mal encarada (porque isto de trabalhar cansa muito os ossos -.-') responde-me que não mas diz-me que lá em cima, no SEXTO PISO!, há telefones públicos (e a mim só me apeteceu dizer - YOU BITCH!). Lá foi a Cisne subir tudo outra vez e eis que lá estão sim senhora os telefones QUE PRECISAM DE CARTÃO! E aí eu pensei "Eu vou-me a ela, eu vou-me a ela!".

Não me fui a ela; fui-me antes a uma rapariga no meio da rua, no caminho para o metro, a dar abraços grátis. A pobre da moça estava toda contente e simpática e eu despachei-a à força toda com um leve MUITO leve sorriso. Então pensei na correria ao metro (porque estava a ficar sem tempo para telefonar) que estava a ser estúpida! Ora então a Baixa-Chiado é uma Blue-Station PT, claro que vai ter um telefone de onde eu vou poder ligar!! Duuh... Pois!...........................NÃO HAVIA! A sério que estupidez! Um estação da PT que não tem um único telefone. Enfim, karma ou não por causa da menina dos abraços lá me decidi a ir para o metro e logo se via.

Pois foi aqui, entre estações, que perguntei a: não uma, não duas, não três, mas 4 moças se me podiam emprestar o telemóvel para fazer uma chamada. xD A certa altura comecei a achar que era mesmo má vontade... Quem é que hoje em dia não tem telemóvel?? Bom, lá a 4ª moça foi uma querida e lá me desenrasquei.

Quando cheguei ao destino, sentei-me à espera da minha boleia e, karma ou não, aparece-me um inglês:

- I'm sorry, excuse me... A little english?...Do you speak?
- Yes, I can.
- Oh, great! Can you tell me where can I find «Campo de jogos»?

Ó cum catano. Eu a querer mudar o karma a meu favor e agora não consigo ajudar o homem. Sei lá eu onde raio é o Salão de jogos! E pronto, lá mandei o pobre do homem ao centro comercial a ver se era lá e se não fosse...

- It's also an excelent opportunity for you to ask anyone if they can help you...


E pronto, voltei para casa com um dia super engraçado e aventureiro, na minha querida cidade de Lisboa, para contar. E é também a isto que eu gosto de chamar Karma.


Cisne.

Dou comigo assim...

Roubado descaradamente daqui, primeiro porque é adorável, segundo porque às vezes me sinto um bocadinho assim e terceiro porque a autora deste blog é uma querida e faz estes cartoons com uma personalidade que eu adoro ;)




Cisne.

4 de outubro de 2011

E estas...?

Roubado, mesmo à descarada, daqui. E não são um amor?? *.*


Cisne.

P.S.- Não tenho tempo para novidades, talvez no fim-de-semana ;) Mas não tenho lá muito boas...

Abandono

Este blog foi ao abandono...E não admira. Está tal e qual como eu: abandonado. Desde que uma colega minha entrou de baixa e o meu t...