6º Sentido: Sentir


Eu consigo ouvir mas não tenho um ouvido tísico como a minha mãe. Eu consigo cheirar mas não a quatro quarteirões de distância, como a minha mãe. Eu consigo ver mas não tão bem quanto a minha mãe, a quem não escapa nada. Eu consigo tocar mas minha mãe toca no corpo como quem toca na alma. Eu consigo saborear a comida, mas a minha mãe deve conseguir melhor, porque ela consegue perceber exactamente o que falta numa receita só de a provar.

Comecei por escrever este texto para me comparar a à minha família mas, de facto, na minha família acho que a minha mãe é a que tem os sentidos mais apurados. Só que eu acho que não temos só 5 sentidos. Acho que temos 6. E para mim é mesmo uma coisa real e não intuitiva, é uma questão de energia. E se realmente um sexto sentido do ser humano for sentir então, por mais sensível que seja a minha mãe, eu acho que sou a que sente mais da família.

Sentir não no sentido de ser lamechas ou sentimental. Sentir o que não se vê, não se ouve, não se cheira, não se prova. Sentir a energia. A energia que vem das pessoas.

Acho que é preciso ter menta aberta para sentir esta energia. Há várias provas, vários testes, em que geralmente se anulam de alguma forma todos os outros sentidos.

Tenho pensado no quão bom seria que muitas das pessoas que me acompanham diariamente fizessem esta prova, se testassem de mente aberta, que lessem estudos e percebessem que o nosso corpo tem energia que há correntes eléctricas no nosso corpo para além de sangue, veias, músculos, orgãos... A minha irmã é uma delas. Ela recusa-se mesmo a sentir, a aceitar que possa haver algo nas pessoas que ela não consegue ver e materializar mas que está lá. Mas à parte disto tudo acho que a minha irmã não consegue mesmo é acreditar. Tenho pena... Sentir foi a coisa mais importante que aprendi quando entrei na faculdade.


Cisne

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