Um balanço

Está a chegar ao final do ano e eu, como sou com tudo como sou com o Natal (é quando o Homem quiser), vou já fazer o balanço de 2015. Se entretanto houver alguma coisa a dizer há-de ser dita! Mas duvido, sou muito preguiçosa para me dar a esse trabalho.

Ora bem: foi um ano espectacular! Um bocadinho menos espectacular que o anterior mas mesmo assim foi bom.

Terminei um namoro de um ano e meio - e sabe Deus se isto foi bom ou não. Parei de dançar em Abril, desde então que só coreografo ou dou aulas. Desde Setembro que parei de trabalhar que nem uma desalmada - ganho o mesmo mas trabalho muito menos; o que para umas pessoas seria um sonho, para mim é só desesperante tanto tempo livre... Conheci um amigo. Um bom amigo. Um excelente amigo. Um amigo que mudou a minha vida para melhor, para uma vida mais tranquila e cada vez mais cheia de mim. Reconheci amigos. Na medida em que transformei o meu conceito de amizade (para um que me é bem mais útil e muito menos sufocante) e como quem não quer a coisa, passei de achar que não tinha amigos nenhuns, para vários e dos bons, dos muito bons: O C., o V., a A., o I., a J.... E sei que posso contar com cada um deles sempre que precisar, sem hesitar. Foi uma aprendizagem única, perceber que quando retiras toda a tensão e ultra necessidade de seres apoiada, acompanhada, ouvida, com o tempo passas a ser todas estas coisas.

Aprendi a estar sozinha. Bom...não. Não aprendi. Mas tentei e custou muito. Ainda não foi desta, mas se não foi era porque não tinha de ser. Posso não ter aprendido na totalidade mas tenho a certeza de qualquer coisa aprendi!

Foi um ano confuso... de mudanças. O meu primeiro ano sem estudar, só a trabalhar. Fiquei um mês de férias, fiquei à beira de ficar desempregada. Mudei de casa (para pior). Zanguei-me a sério com o meu pai, achei que nunca seria capaz de o perdoar - e perdoei.

Bem, assim de repente parece um ano horrível. Não foi fácil, que não foi. Mas não foi horrível. Foi turbulento. 

Mas acho que este ano veio com uma aprendizagem muito grande e que se vai estender a 2016: quem sou eu sem a dança? Quem sou eu se não dançar? E tem sido muito difícil perceber isto. Mas penso que útil. A dança é o meu amor máximo, é a minha fasquia. Quando penso em casar ou pelo menos ter uma vida com alguém, quero que seja com alguém que eu amo tanto como a dança: sem dúvidas, sem ressalvas, sem medo de me magoar, com riscos, com incertezas, com inseguranças. Mas com muito amor e sem pedir nem esperar nada de volta.

Cisne

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