28 de março de 2016

Quando o amor corre bem...

...estamos mais despertos e vivos! Quando nos sentimos bem com a pessoa que estamos é mais leve...a vida é mais leve!

No meu caso tem a ver com poder ser totalmente honesta, mesmo nas coisas feias que não devíamos dizer ao outro, com medo que ele já não goste de nós pelo nosso lado negro. Tem a ver com poder dizer-lhe que tenho medo disto ou daquilo e encontrarmos soluções.

Com o meu último namorado também tinha medos e muitas dúvidas. E falávamos sobre isso até porque tínhamos mais ou menos os mesmos medos. Deixávamos a vida levar-nos e fazíamos o melhor que podíamos para enfrentar o medo que tínhamos, principalmente do compromisso. Crescemos muito e fomos perdendo um pouco dos nossos medos. E depois não sei se o meu medo foi mais forte que eu ou se simplesmente ele deixou de me preencher como eu gostaria, terminámos.

Esta relação é mais um teste ao meu medo e à minha insegurança. Vão ser todas porque a partir do momento em que se namora tem-se um compromisso. Mas não é um drama... Rectifico: não devia ser. É o que é...Deixa fluir... Pois. Só que não. Para mim não há cá essa do deixa fluir nas relações. Eu estou sempre laaaaaaá no futuro.

Então esta relação está a fazer-me crescer como todas as outras, sim, e agora com uma metodologia diferente (mais uma). Nesta sinto-me bem porque há a confiança necessária para dizer "eu não te amo, eu não sei o que é isso". Eu digo mesmo. E o outro fica tão triste como eu, primeiro porque sente o mesmo e depois porque é uma frustração não conseguir passar daqui. Da paixão, do entusiasmo... E não tem a ver com não gostar. Porque eu gosto muito... Gosto mesmo. Sinto-me bem, sinto-me feliz, sinto-me preenchida quando estou com ele. Mas depois vem o medo do futuro. A certeza que vem do medo e que diz "um dia vai terminar".

Razões lógicas para a relação terminar? Zero, damo-nos bem, gostamos de estar juntos. Mas eu nunca consigo entregar-me completamente, pois sei que um dia vai doer mais. Que eu não quero suportar a dor de perder totalmente, logo não quero ter totalmente.

Hum.............. Espera! Ter o quê?...............Perder o quê?.................. As pessoas não se têm, não são propriedade de ninguém! E sairão da nossa vida quando assim for, se for! E isso será com certeza o melhor para nós.

E meter isto na minha cabeça dura? Meter nesta cabeçorra que contar à minha família que namoro com não sei quem não vai estragar tudo? Que não mete pressão? Que não faz com que eu fique ai ai ai ai que agora é que isto é sério?! Qual sério??? O que é que mudou?? N-A-D-A. Só se contou! Foi só isso!!

A sério, não há pachorra para os meus dramas -.-

No outro dia ele disse:
- Tens de convidar a tua irmã para vir aqui ao miradouro connosco.
- Hahahaha...exacto............
- (sorriso) Então?
- O quê, estás a falar a sério?
E partir daqui fui só eu a meter os pés pelas mãos a transpirar por todo o lado e ele a dizer:
- Calma. Respira. (sorriu) Eu não faço questão nenhuma. Só acho normal que ela tenha curiosidade e só estou a dizer que tenho a mesma insegurança e medo que tu. Mas sei lá...pode ser fixe... Ela já sabe. É só...bebermos café...conversar... É que não tem mesmo nada de mais. O drama somos nós que o fazemos, somos só nós que não estamos a agir naturalmente. É natural que elas queiram saber quem eu sou. Nós é que estamos aqui feitos parvos com medo do papão (riu-se).

...Adoro esta simplicidade dele. É gajo! Claro... Tem as mesmas inseguranças e medos que eu (yah, eu só atraio esta gente esquisita, mêmo bom) mas sorri e ri disso e tenta relativizar. Eu também tento fazê-lo... Mas continuo à espera do dia em que vamos ter coragem de contar seja a quem for -.-

No outro dia foi:
- (a medo) Olha a A.S. (uma amiga dele) convidou-nos para ir ao cinema. Queres ir?

Era ver nós os dois a tremer de medo......

Isto é normal???? Era uma amiga!!! Era cinema!!! Qual é o drama??? Apre, que gente complicada... E não fomos!!!!

M-E-D-O. É só o que eu tenho a dizer lol


Cisne

21 de março de 2016

Tomas uma decisão...

...e martirizas-te over and over again quando percebes que foi a errada. Não aconteceu nada de mais, ninguém morreu ou sequer se perdeu alguma coisa... Mas tu erraste. Tu tomaste uma decisão errada. Não foste perfeita. Como estás sempre a tentar ser, sem saber porquê. Não consegues parar de sentir o que estás a sentir, só sabes o que pensaste e que não querias ter pensado, só sabes o raciocínio para um péssimo final. As consequências reais foram zero...Mas tu só consegues pensar em todas as outras que podiam ter sido e não foram porque tiveste sorte.


Tenho estado a melhorar a olhos vistos. Confio muito nesta terapeuta que finalmente me faz ter a certeza da decisão "não-medicação" que tomei. Habituei-me a estar melhor e não me lembrei que uma das condições era continuar a cuidar de mim, ao contradizer tudo o que escrevi acima.

A par, a decisão da "não-maquilhagem" está a ser bem mais difícil do que eu pensava. Não reconheço a pessoa que vejo ao espelho e só a consigo achar feia, cansada, deslavada, aborrecida... Quando sorrio vejo que é falso. Não gosto de mim - esta é a dura verdade. Consigo ver objectivamente todas as minhas qualidades e defeitos, física e psicologicamente. Mas na prática, aquilo que eu sinto não tem nada a ver com a lógica.

Sinto-me tão feia quanto incapaz, insegura, incerta, inconstante, indecisa...in in in... Quando é que vou voltar a ver valor no espelho? =(


Só um par de dias maus... Amanhã inicia-se uma nova semana. Vamos atacá-la de frente: Já marquei um almoço. God help.


Cisne.

17 de março de 2016

That moment...


...when you're in a happy place...

...e ninguém, por mais chato, triste, zangado, estúpido, burro ou egoísta que seja, te consegue tirar de lá! 

Yeaaaah!! I feel good...  Ta nananananana! I knew that I would... Ta nananananana! So good tan tan so good tan tan I got you tan tan tan tan tan
=) =)


Cisne 

16 de março de 2016

Tomei uma decisão!


E está decidido. Vou parar de usar maquilhagem por uns tempos.

Basicamente é um género de terapia/auto-cura, para recomeçar a achar-me bonita ao natural, uma vez que agora só vejo uma cara cansada, pálida etc etc. Depois sempre que quiser ir, sair ou houver um casamento, uma audição, uma outra ocasião especial ou simplesmente um dia em que eu esteja a precisar de um empurrãozinho de confiança, aí uso. Eu não sou viciada em maquilhagem, nem nada que se pareça. O que aconteceu foi que inconscientemente, à medida que me fui sentindo pior emocionalmente, fui usando mais maquilhagem (quase que para "tapar" ou esconder o facto de chorar muito, de me sentir triste e em baixo...). Agora estou finalmente a melhorar e portanto posso parar de me esconder e passar precisamente a fazer o oposto. A mostrar-me exactamente como eu sou, precisamente a mim.

Já contei a algumas pessoas desta decisão e já tive de tudo. 

"Fazes muito bem!", 
                                                "que ideia estúpida!" e

     "tu é que sabes, mas não faz muito sentido se o objectivo é sentires melhor contigo mesma......".

E em conversa com a minha irmã realmente percebi o que é isto do «comigo mesma». É que, ao contrário dela por exemplo, eu sinto que sou mais eu sem maquilhagem do que com. É claro que fico mais bonita com maquilhagem... mas não me sinto tão eu. Sinto-me mais velha, mais séria, mais preocupada em agradar... porquê isto do agradar? Porque a maquilhagem raramente é para mim.

Quase sempre quando vou sair à noite a maquilhagem é para mim: sinto-me um máximo. Mas para ir trabalhar, por exemplo, é para que não me achem tão nova, para que vejam que sou uma pessoa cuidada, entre amigos a mesma coisa... Mas não sinto que seja eu. Não é mesma coisa que o cabelo, por exemplo. Eu sou de nascença morena mas há dois anos que sou ruiva. E não me imagino de todo a voltar a ser morena outra vez!! O ruivo condiz muito mais comigo, com a minha personalidade, com a minha maneira de estar na vida... A maquilhagem nem tanto. Para mim a maquilhagem é um excesso de preocupação com o que as outras pessoas pensam de mim. E eu quero eliminar isso da minha vida.

Primeiro eu. Depois os outros =)


Jinhos à prima,
Cisne

Sinto-me burlada...

Compras online é o que eu tenho a dizer. Com certeza muitas e uma grande parte corre bem mas esta definitivamente correu mal. Encomendei este vestido:

Que no site dizia cinzento, na embalagem diz verde


E calhou-me este na caixa de correio:

Azul bébé, feio que dói.
Quando tiver coragem de o vestir meto aqui para se rirem um bocadinho ;)

O site é este http://www.rosegal.com/ . Tem coisas muito giras mas agora sinto-me reticente em comprar seja o que for =/ Não é que o vestido da foto não seja o que me chegou mas o que me chegou esqueceram-se de lhe meter camadas de photoshop em cima =/

Cisne

15 de março de 2016

Sinto-me tentada a parar de usar maquilhagem

A propósito de uma aluna (16anos) que me viu um dia sem maquilhagem...
- aaahh... Professora, dormiu bem?? Está com uma cara....... 
- err.. É a minha........

O que é preferível?:

Uma mulher maquilhada ou sem maquilhagem? 
Uma mulher que usa maquilhagem todos os dias, dia sim dia não, ou só em ocasiões especiais? 
É verdade que a maquilhagem só realça a beleza natural ou que a muda completamente para algo mais bonito mas que não é real?

Dizei-me de vossa justiça! 

Cisne

12 de março de 2016

Detesto... #

...aquela gota de água que apesar de todo o nosso equilibrismo de mangas, frio e quente com a torneira, entra sorrateiramente pela manga adentro e nos arrepia a espinha toda e demora eternidades a secar. 

Blhac! 

Cisne

Aquele momento...

...em que te apercebes que tiveste duas horas de exactamente a mesma aula de teatro da semana passada e que estás a pagar 140€/mês por isso. 

Shit... 

Cisne

11 de março de 2016

O que é que eu quero?

"Quando somos pequenos ensinam-nos que não sabemos o que é melhor para nós, os pais, os avós, os educadores e professores, todos sabem melhor que nós o que é melhor para nós. A verdade é que eles o sabem melhor que nós, mas só até determinada altura.
Quando crescemos e quando nos tornamos os criadores da nossa vida devemos largar esse padrão de esperarmos que os outros, Deus, o padre, a vizinha, o namorado/a nos digam o que devemos ou não fazer.
A grande diferença que a vida adulta traz é esta: decidirmos o que queremos com total responsabilidade.
A grande busca da espiritualidade é esta: decidirmos o que queremos a partir do nosso centro, primeiro sabendo quem somos, livres dos pré-conceitos com que nos inundaram sobre o certo e o errado, e depois sim: decidirmos o que queremos.
É claro que isto é um processo em continuo e só tomando decisões e actuando sobre elas é que posso descobrir se realmente era o que queria ou não. Nesta roda de decisão/ acção/ análise vou me encontrando e vou fazendo o que quero.
Estou agora em Israel e em vez de perguntar o que Israel quer de mim, ou como posso ajudar, vou me sentar, pensar, escrever e decidir o que EU QUERO de ISRAEL. Vendo as coisas com Verdade, Simplicidade e Amor. "
Rute Candeias

O que é que eu quero?

Cisne

"Acho que isto não vai resultar"

Este é o pensamento que me ocorre todos os dias, acerca do mesmo assunto, por variadas razões. Ou é pela minha irmã, ou pelo meu pai, ou...