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A mostrar mensagens de Abril, 2009

Cinco pérolas em teu rosto - Soneto

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Os dias são meses quando te vejo, Cinco minutos o segundo sem ar. Cinco milésimas segundo o beijo, Até que o sorriso cheguei a encontrar.

Mas porquê nem pouco sono almejo?
Porque continuo a escrivinhar? Não é, eu sei, fingidor flamejo. É-me querido continuar a lutar.


Com as cinco pérolas em teu rosto, De olhos e de fronte chego a esquecer, Pois a pérola branca está a meu gosto.


Na tua cova fui encontrar recosto.
Eternidades levei p'ra aprender,
Sempre as cinco pérolas em teu rosto.
04 de Março de 2009
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Grupo III - A futilidade aceitável

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É frequente, hoje em dia, depararmo-nos com um adolescente com um telemóvel de terceira geração na mão e, se assim não o é, estará um mais modesto e envergonhado, guardado no fundo da mala ou mochila ( raro será o jovem que não o terá de todo).

É quase natural, é uma necessidade, tornou-se um vício. Mas porquê? Não era através de cartas que dantes se comunicava à distância? E não era essa uma maneira mais emocionante, repleta de ansiedade e excitação, de esperar uma resposta?

Uma mãe, um pai... preocupados. Porquê? Não será essa uma forma aceitável e bonita de mostrar futilidade? Não será o passaporte para a necessidade constante da utilização do telemóvel?
É dispendioso e, por isso, fútil. E futil é da nossa parte, se evocarmos o contrário.

Toco agora num assunto mais delicado: formação. Estes jovens e adolecentes encontram-se em costante ambiente formativo. Leccionam-se os mais variados valores, as mais correctas atitudes - aspectos de que, aliás, nunca discordei... Mas será de boa …

Grupo III - O Sonho

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Teria sido bastante improvável que palavras me magoassem, não fosse eu tão insensível. A verdade é que nunca estamos realmente preparados para desistir de um sonho, independentemente das vezes que no-lo recusem.

Num edifício antigo, nos arredores de Lisboa, a minha tranquilidade era pura e a minha segurança nata. Aqui, estava a preparar-me para, pela quarta vez consecutiva (a minha persistência era alimentada pela força da minha familia e um próprio sonho fútil), prestar provas ao Conservatório Nacional de Dança.

Esta seria a última vez que voltava àquele espaço que me "cuspia" para a rua, mas que eu tendia a encarar como um embalo. Portanto, o que eu sentia eram as paredes a apertar-me. O chão e o tecto uniam-se cada vez mais, a cada passo que eu dava em direcção àquela sala. Mas a pressão não me reprimia, dava-me força. Eu já sentira aquilo antes; não era nada que eu não conseguisse suportar; eu estava forte.

"Os números seguintes podem sair: (...)", assim o senh…