Grupo III - A futilidade aceitável



É frequente, hoje em dia, depararmo-nos com um adolescente com um telemóvel de terceira geração na mão e, se assim não o é, estará um mais modesto e envergonhado, guardado no fundo da mala ou mochila ( raro será o jovem que não o terá de todo).

É quase natural, é uma necessidade, tornou-se um vício. Mas porquê? Não era através de cartas que dantes se comunicava à distância? E não era essa uma maneira mais emocionante, repleta de ansiedade e excitação, de esperar uma resposta?

Uma mãe, um pai... preocupados. Porquê? Não será essa uma forma aceitável e bonita de mostrar futilidade? Não será o passaporte para a necessidade constante da utilização do telemóvel?

É dispendioso e, por isso, fútil. E futil é da nossa parte, se evocarmos o contrário.

Toco agora num assunto mais delicado: formação. Estes jovens e adolecentes encontram-se em costante ambiente formativo. Leccionam-se os mais variados valores, as mais correctas atitudes - aspectos de que, aliás, nunca discordei... Mas será de boa formação, em tão novo corpo e espírito, permitir tal subtil vício?




(Num teste de Português, nova inspiração)
28 de Novembro
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