Convicções - Parte II

Pois bem! Estou convicta de qualquer coisa! Estou convicta de que me perdi algures neste mundo sem fim. Está tudo ao contrário e já guardo dificuldade em perceber o que está diante dos meus olhos. Que é feito da rapariga ao colo do rapaz e não o contrário? Que é feito do rapaz a pegar ao colo a rapariga e não o contrário? Que é feito da cedência do rapaz do seu lugar à rapariga? – por interesse nela, talvez, mas cedia-o. Que é feito das asneiras ditas baixinho ou nem proferidas sequer e que agora se dizem aos 7 ventos? O que é que eu perdi? Ou melhor: onde, que eu não me apercebi, é que os homens perderam o cavalheirismo? É isto que eu defendo: o gosto pelas práticas antigas e tradicionais. Por que é que só o que é recente e vem lá das Américas é bom? Leio Eça de Queiroz e Almeida Garrett e não encontro uma só sequer falta de respeito – e se a há, meu Deus, a personagem está ou zangada ou muito arrependida do que disse/fez.
Que é do respeito? Que é da honestidade? Que é de tudo aquilo que nos tornava seres humanos e não vulgares animais? Quando nos tornámos bestas, que eu não me apercebi?


Num dia mau, estou convicta de que as pessoas são más. Criticam, criticam. Muito antes de conhecerem, muito antes de apresentarem melhores soluções. Há, borlões? Há. Há vigaristas? Há. Há charlatões? Há. Mas eu não sou nenhuma delas. Sou honesta, o quanto justa posso ser e só quero o melhor para todos e, se possível, que eu fique um pouco beneficiada também.
Já estou perdida – não sei o que fazer mais para acertar agulhas. Quando finalmente parece que tudo está encaminhado, tudo se mostra tão incerto e traiçoeiro. Só queria ter quaisquer certezas… Mas a memória não deixa… E a vida também não. E só uma pergunta se mantém inerte na minha cabeça há meses: O que é que eu faço? Indubitavelmente (reparem na ironia ;) ), em relação aos mais variadíssimos assuntos.
Enfim, há dias que não percebemos muito bem por onde andamos e/ou ao que andamos mas estou convicta de que um dia acabamos perceber. Preciso de acreditar e defender que sim, aliás.
Cisne.

Comentários

E. disse…
O cavalheirismo devem-no deixar dentro do roupeiro quando saem de casa pela manhã e o trocam pela capa de "armados em bons".
Nao sabem o que perdem com isso realmente...
E. disse…
Selinho
http://eraumavezparasempre.blogspot.com/

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