Vamos à dor de corno


O princípio é: o blog é meu, faço dele o que me apetecer e parece que está para ficar a dor de corno. Vamos lá então.

Esta música faz-me lembrar dele. Bem, não dele. Das noites no carro dele, em que a smooth fm estava sempre ligada no rádio. Para onde quer que fôssemos: uma discoteca, um bar, um concerto, para a praia, para casa, para lado nenhum porque estávamos só a conversar... Esta música em particular passava sempre à noite e geralmente surgia num silêncio. Não num mau de discussão mas num bom, naqueles em que ele conduz tranquilamente para o nosso destino a pensar em qualquer coisa pouco importante e eu tento recordar cada pedacinho de paisagem para que olho, para as luzes, para o momento. Esses momentos de silêncio que tínhamos era super preciosos para mim. Era como se dissessemos que a companhia um do outro era mais que suficiente. Eu, em especial, não queria estar em mais nenhum lugar para além daquele. Aquela calma que vinha um pouco de súbito fazia-me invariavelmente respirar fundo. Respirar fundo e pensar "sou tão feliz".

Tenho medo de não ter saudades dele mas da tranquilidade que estar com ele me dava. De não ter saudades dele mas de alguém. Tenho medo desta incerteza. A M. diz que eu vou perceber com o tempo, a minha mãe e o C. também.

Mas o meu medo é que Ele se esqueça de mim. Tenho medo que ele se esqueça dos momentos que eu estou sempre a lembrar e que, inclusive, não lhes dê tanto valor.

E por outro lado... Porque não haveria de esquecer? Fui eu que acabei, quem mandou? -.-'


Cisne

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