The best is yet to come


Finalmente em casa. Passei por muitas viagens nos últimos dias: estive um mês e meio no Cartaxo em trabalho, em que por vezes passava uma noite na minha terra que fica a meia hora; no final do trabalho fiquei 3 dias e marchei para o Sul a contra-gosto mas com a sensação de que não havia sítio nenhum onde fosse mais precisa que junto do meu pai; regressei a Lisboa 3 dias depois, numa viagem cansativa de autocarro, começam as arrumações; no dia seguinte regressei à minha terra para ir buscar o meu carro; no mesmo dia regressei a Lisboa, mais arrumações; passei o dia seguinte inteiro em Sesimbra;  regresso no próprio a Lisboa; no dia seguinte mais arrumações e regresso à minha terra porque me esqueci do computador e preciso de trabalhar; regresso e mais arrumações. E finalmente estou em casa.

O meu quarto já se parece com um quarto e quase que se parece com o meu quarto...

Acendi as minhas velas, meditei um pouco. Pedi paz e tranquilidade para mim e para os que me rodeiam e mais precisam. Pedi forças e energia para passar esta fase difícil que deu conta da minha vida, sem que eu desse bem por isso. Apercebi-me (ou re-apercebi-me, não sei ao certo) que estar sozinha é uma torturam não porque eu não goste de estar comigo mas porque estar só significa perder a segurança de que posso conquistar, de que posso ser amada. Isto são tudo coisas que preciso para me sentir bem comigo-própria. E por isso é que chega a um ponto nas minhas relações amorosas que deixa de "ser suficiente". Não foi a pessoa que deixou de ser suficiente. Aliás, a pessoa foi tão eficiente em dar-me amor, em dar-me carinho, em dar-me atenção, segurança e confiança, que eu deixei de precisar dela. E depois fico sozinha e.......ah afinal, já não tenho bem a certeza. É horrível não é? Diz que é falta de auto-estima.

Não sei quanto tempo mais isto vai durar mas está difícil de passar.


Beijinhos à prima,

Cisne

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