30 de dezembro de 2015

Divertida-Mente!


Eu sei que já vou bem atrasada. Mas só no Natal vi este filme! A-do-rei! Chorei que me esfarrapei e ri também! Recomendo vivamente! Está super bem feito e bem pensado, gostei mesmo!

Cisne

29 de dezembro de 2015

Resoluções de Ano Novo


  1. Perder os meus medos e inseguranças (vamos dar validade superior a um ano para esta, combinado? =))
  2. Viver no presente em vez de no futuro e no passado
  3. Recuperar a coragem e força que perdi não sei onde
  4. Conseguir manter relações saudáveis e tranquilas

Uma lista curta mas ambiciosa.

Cisne

28 de dezembro de 2015

O que não tenho dito nem escrito. Cá vai...

Não tenho vindo escrever aqui. Venho muitas vezes, pouso as mãos no teclado e não consigo escrever nada. Pelo menos nada que importe. Deixei passar os meus anos, os anos da minha irmã, da minha tia, o Natal... A passagem de ano vai pelo mesmo caminho. Têm acontecido muitas coisas mas simplesmente não consigo escrever. Começo logo a chorar, principalmente quando tento falar do que sinto.

Não gosto de ser quem eu sou agora. Já há algum tempo que a minha definição de estar feliz é a fazer o que quer que seja para ser feliz. É como se a tentativa de o ser é por si só sê-lo. Eu gosto dessa definição e faz sentido viver a minha vida assim. Só que eu não tenho vivido e muito menos assim. Tenho ficado debaixo dos lençóis muitas horas. Na maior parte das horas a dormir, e na restante a lutar para sair.

Tenho os tornozelos inchados: o meu livro diz que estou a bloquear os meus pensamentos e que não aceito que mereço ser feliz e aproveitar tudo o que a vida me dá. Só de escrever isto fico lavada em lágrimas - não podia estar mais certo.

Não consigo ficar feliz e quando penso em dizer estas frases "Mereço ser feliz.", "Aceito merecer tudo o que a vida tem para me oferecer", percebo porquê. Percebo que não me sinto merecedora, percebo que estou num ciclo vicioso. A vida lá muito devagarinho me vai empurrando para novos desafios e eu, medrosa, lá os aceito como quem não tem outra escolha; como quem sabe o quão mais confortável seria ficar debaixo dos lençóis.

Já não sei o que me sustem. Felizmente ainda tenho qualquer sentido de responsabilidade e levanto-me para ir dar as poucas aulas que tenho agora nas férias. Mas cada vez demoro mais e estou claramente a piorar.

Não quero ir à psicóloga porque acho que já conversámos o que tínhamos de conversar, não criei empatia suficiente com ela para entrar lá e chorar tudo o que tenho para chorar e dizer tudo o que tenho para dizer. Não quero fazer conseling ou qualquer outros tipo de terapia pois sei muito bem que não estou pronta para olhar para mim e mudar. Não estou pronta para ouvir que há ferramentas que me podem ajudar. Não quero pedir ajudar pois sei muito bem que não estou pronta para a receber. Os amigos e a família tentam. Tentam de tudo: dizem aquilo que eu quero ouvir ou aquilo que eu não quero, deixam-me andar ou obrigam-me a fazer, motivam-me,dão-me espaço. E coitados...esperam. Que remédio. Esperam que eu saia disto e vão sofrendo um bocadinho pelo caminho de preocupação. Porque o que eles queriam mesmo era ver-me bem. Também eu...Só que não.

Não sei se dá para explicar. É como se eu quisesse sair desta fase estúpida mas não tivesse coragem suficiente para o fazer. Como se desse muito trabalho... Quase que dá vontade de dizer "Então é porque não queres mesmo sair dela!". Pois... também penso nisso muitas vezes. Mas é estranho pensar nisso... Nunca fui de me armar em mártir, nunca fui de andar aí aos caídos a queixar-me da vida durante muito tempo, nunca fui de não fazer nada, nunca fui de não ter motivação, nunca fui preguiçosa... Mas agora sou. Agora sou tudo isto que nunca fui. E agora?

Aproveito o balanço do Ano Novo e...

Inscrevo-me no ginásio!

Vou às aulas de ballet todas as terças e quintas!

Vou começar a planear o meu novo projecto!

Vou começar a ir mais cedo para a academia para ensaiar!

Vou planear melhor as minhas aulas!

Vou voltar a estudar!

...

Podia fazer só uma destas...já era bom sinal. Quem me dera conseguir... Ou será que não?

22 de dezembro de 2015

Tempo


Acho que vou fazer uma peça sobre o tempo. Já comecei a experimentar algumas coisas e estou a gostar do resultado. Falta-me a pesquisa, tenho de me afincar nisso. Tempo é vago, eu sei. Mas para já quero começar assim e vou selecionando. Agrada-me muito o conceito de tempo futuro. Ou seja, de como consideramos o tempo que ainda está para vir. A ver...


Cisne

17 de dezembro de 2015

Passou à história!!!!!!


Ufa! Caraças! Que eu já não podia!

Este post vem bem atrasado mas vem actualizado. Desde Abril de 2015 (ora portanto desde há 7 meses para cá, até início de Dezembro), que todo o santo dia a Cisne tinha o seu momento passivo-agressiva. Cá vai a confissão:

Estive durante7 MESES, TODOS os dias, a escrever mensagens no facebook ao meu ex-namorado.

Eu sei que é muito deprimente, eu sei que é coisa de gente desequilibrada, eu sei, eu sei, eu sei... Mas eu fiz ok? E fazia-me sentir bem. Eu escrevia o que lhe queria dizer e apagava logo a seguir.

No início eram longos textos a falar de tudo e de nada, das saudades, do amor, do diabo a sete; até de que estava arrependida e queria voltar atrás no tempo, porque não estava preparada para ter terminado o namoro (crazy, right?). Mas isso foi só no primeiro mês e no primeiro acho que nem escrevi todos os dias...

Depois começaram a ser coisas mais banais... Um simples "tenho saudades..." ou "olá..." ou "como estás?". Para o fim, o hábito de escrever já era tanto, que eu já nem perdia muito tempo, era tipo «terapia em 20 segundos»: abria a janela, escrevia «olá...» e apagava dez segundos depois de estar ali a vegetar, a pensar em nada. Mas todos os dias pensava nele. Ou todos os dias o confundia com alguém na rua... Tudo era razão para pensar nele, ainda que não pensasse em nada específico. Enfim! Drama, já perceberam.

Até que há um dia em que eu entro em piloto automático porque estava cheia de coisas para fazer no pc e eis que pressiono «enter» imediatamente a seguir ao «olá...como estás?». Me-do! 2 instantes de pânico e não deu para mais - ele já estava a responder. «Oi. Tudo e tu?». A partir daqui fui-me acalmando e falando como uma pessoa normal (ou quase). Lá trocámos impressões sobre trivialidades da vida e... já está.

Sem mais nem menos, deixei de pensar nele. Tanto deixei que durante duas semanas me esqueci que se calhar era uma coisa fixe para deixar registada. Deixei de o confundir na rua, de sonhar, de pensar, de imaginar, de fantasiar, de escrever...de tudo. Tirei tensão à coisa, disse o que tinha a dizer (que a bem da verdade não era nada, porque não estava arrependida da minha decisão, nem estava interessada em partilhar nada com ele) e despedi-me.

E despedi-me. Aqui é que está. Eu acho que nunca me despedi dele. E se despedi, fiquei sempre com a culpa de não saber se ele ia ficar bem. E agora sei. Ele está bem. Seguiu em frente, está na dele. Encarou com naturalidade falar comigo e já está.

E já está. Sou livre =) E acabaram-se as cenas passivo-agressivas, ok? Foi só uma fase negra da minha vida esta!


Cisne

16 de dezembro de 2015

7 de dezembro de 2015

Hoje conto mais um


Desde há dois anos atrás que decidi não planear o meu aniversário. Podem ler sobre isso aqui mas foi basicamente porque planeei o meu aniversário ao pormenor e saiu tudo furado, fiquei muito triste. Desde então que não faço planos e escrevo-o aqui precisamente para me lembrar de não ceder à pressão de o fazer.

O ano passado foi espectacular. Passei a trabalhar a trabalhar no teatro, há meia noite cantaram-me os parabéns em cima do palco com o público todo a aplaudir, foi qualquer coisa. A seguir comemorei a meia noite com o meu patrão que faz anos no mesmo dia que eu e por acaso estávamos na mesma parte da cidade à mesma hora, ambos sem planos. O dia em si foi novamente no teatro e à noite com o namorado. Foi espectacular.

Este ano, com a memória bem fresca, não planeei nada. Acabam de sair da minha casa os grandes pilares da minha vida: a minha mãe e a minha tia, que vieram comemorar a meia noite comigo. E amanhã...não sei. Não planeei nada. É um dia como os outros e, se for um dia como o de hoje...não sei. Se amanhã for um dia como o de hoje não saio da cama.

Mas hoje, apesar de um dia como os outros, é o dia em que já faço 22 anos de vivência. Quando olhei para o bolo que me deram com os números em cima, fiquei atónita: 22? Tão pouco ainda?? Eu sei que geralmente é o oposto mas de repente senti-me tão miúda, tão inexperiente, tão pequenina, tão insignificante ainda... e senti-me mais velha que aquela idade. Senti-me com um peso enorme que não é o peso de 22 anos mas de uns 35 ou 40. E tive vontade de chorar mas não podia.

Desculpem...não tenho nada de bom para dizer sobre o dia dos meus anos, a não ser que quebre o estado de humor em que estou. E agora vou dormir: metade da tristeza é sono e metade é tristeza mesmo. Espero voltar em breve para vos dizer que tive um dia de anos excelente!


Jinhos à prima,
Cisne

4 de dezembro de 2015

Pensem comigo


Viveram toda a vossa vida a dançar. Dos 5 aos 21 tudo foi feito a dançar, por entre alegrias e tristezas. C'um caraças, foi quase um casamento, na saúde e na doença. E ao chegar aos 22 questionam-se: quem sou eu se não dançar?

Puzzled, right? Ya, estou aí agora. Qualquer ajudinha que queiram dar à bailarina é bem recebido, tá?

Beijinhos à prima!
Cisne

3 de dezembro de 2015

2 to go...


O que será que quer dizer quando 2 ex-namorados nossos já estão a viver em união de facto e 1 vai casar? ...Com a menina que veio A SEGUIR a nós?

Respostas optimistas, está bem? Vá, portem-se bem :)


Cisne

2 de dezembro de 2015

A pancada dos vestidos de noiva

Ui. Uma tão grande! Eu e a minha irmã somos absolutos opostos mas nisto somos idênticas: não queremos casar, mas casávamos só para usarmos o belo do vestido!! Pois bem, se eu me casasse, era num assim mais ou menos como estes...





Jinhos à prima da forever alone ^_^
Cisne

1 de dezembro de 2015

Um balanço

Está a chegar ao final do ano e eu, como sou com tudo como sou com o Natal (é quando o Homem quiser), vou já fazer o balanço de 2015. Se entretanto houver alguma coisa a dizer há-de ser dita! Mas duvido, sou muito preguiçosa para me dar a esse trabalho.

Ora bem: foi um ano espectacular! Um bocadinho menos espectacular que o anterior mas mesmo assim foi bom.

Terminei um namoro de um ano e meio - e sabe Deus se isto foi bom ou não. Parei de dançar em Abril, desde então que só coreografo ou dou aulas. Desde Setembro que parei de trabalhar que nem uma desalmada - ganho o mesmo mas trabalho muito menos; o que para umas pessoas seria um sonho, para mim é só desesperante tanto tempo livre... Conheci um amigo. Um bom amigo. Um excelente amigo. Um amigo que mudou a minha vida para melhor, para uma vida mais tranquila e cada vez mais cheia de mim. Reconheci amigos. Na medida em que transformei o meu conceito de amizade (para um que me é bem mais útil e muito menos sufocante) e como quem não quer a coisa, passei de achar que não tinha amigos nenhuns, para vários e dos bons, dos muito bons: O C., o V., a A., o I., a J.... E sei que posso contar com cada um deles sempre que precisar, sem hesitar. Foi uma aprendizagem única, perceber que quando retiras toda a tensão e ultra necessidade de seres apoiada, acompanhada, ouvida, com o tempo passas a ser todas estas coisas.

Aprendi a estar sozinha. Bom...não. Não aprendi. Mas tentei e custou muito. Ainda não foi desta, mas se não foi era porque não tinha de ser. Posso não ter aprendido na totalidade mas tenho a certeza de qualquer coisa aprendi!

Foi um ano confuso... de mudanças. O meu primeiro ano sem estudar, só a trabalhar. Fiquei um mês de férias, fiquei à beira de ficar desempregada. Mudei de casa (para pior). Zanguei-me a sério com o meu pai, achei que nunca seria capaz de o perdoar - e perdoei.

Bem, assim de repente parece um ano horrível. Não foi fácil, que não foi. Mas não foi horrível. Foi turbulento. 

Mas acho que este ano veio com uma aprendizagem muito grande e que se vai estender a 2016: quem sou eu sem a dança? Quem sou eu se não dançar? E tem sido muito difícil perceber isto. Mas penso que útil. A dança é o meu amor máximo, é a minha fasquia. Quando penso em casar ou pelo menos ter uma vida com alguém, quero que seja com alguém que eu amo tanto como a dança: sem dúvidas, sem ressalvas, sem medo de me magoar, com riscos, com incertezas, com inseguranças. Mas com muito amor e sem pedir nem esperar nada de volta.

Cisne

Nós por cá

Andamos aqui todos aos trambolhões e a sensação que dá é que ninguém sabe o que anda cá a fazer. Eu ando por cá perdida e não é lá ...