31 de julho de 2012

E se?

"Porquê? E se...? Será que...? Porque não? Talvez se..."

E quando isto era o que ocupava as minhas noites, eis que agora também ocupa os meus dias. Quero o Algarve de novo... Ou então aulas. Que comecem rápido!! Já não demora tanto, para a semana já vou estar agitada de novo com coisas verdadeiramente úteis a ocuparem-me a cabeça. Thank God...




Cisne.

29 de julho de 2012

Pós-«reset»


Se fosse doutra forma não era a minha vida e se a minha vida não fosse assim eu seria uma pessoa completamente diferente. Mas será que eu gosto de quem sou? Bom, não tenho gostar todos os dias... As noites são sempre mais difíceis. Porque de dia há muita coisa para fazer. Ou mesmo que não haja, há o sol e há um gelado ou um livro... Mas à noite, quando há moleza e não há vontade para fazer nada, a cabeça começa a fazer reset. Depois do reset tem de formatar e a formatação da noite consiste basicamente em relembrar todos os problemas que de dia pareciam não estar lá...

O que me afecta ultimamente não são as minhas acções mas sim os meus pensamentos. Estou constantemente a pensar no passado sem razão para isso. Constantemente a relembrar a minha infância;  pequenas e poucas memórias que tenho de quando os meus pais ainda estavam juntos (provavelmente algumas que implantei na minha cabeça, a partir de histórias que me contaram); rebelarias; parvoíces; textos e princípios que criei, que já tive e/ou que se mantêm... Nunca fui de me arrepender de nada que tenho feito e hoje essa é a razão pela qual não gosto de mim, não gosto da minha vida nem do que me tem acontecido. Não sei se estou a pagar por qualquer coisas... Não sei se é por dizer aos 4 ventos nos últimos 18 anos o quão feliz sou e quão adoro a minha vida, apesar de ter problemas como todas as pessoas normais, claro. S e calhar gabei-me demais... Ou se calhar continuo a gostar de tudo em mim e na minha vida e tudo isto é só a noite a pregar-me uma partida.

O que sei é da vontade que tenho tido nos últimos tempos de que, por algum milagre, alguém me indicasse o caminho melhor. No one did it so I made my choices. I 've made them and now I'm waiting...just not really sure of what for. Mas não saber o que fazer então é o pior. Eu?! Sem saber o que fazer...nem consigo explicar o quanto isso não combina comigo. A minha tia, em relação a isto, não é ajuda nenhuma mas diz uma verdade absoluta: isto é como ser adulto funciona. Agora já não há ninguém a tomar as decisões por ti. Agora são assuntos sérios e importantes e as decisões que tomares vão desenhar caminhos na tua vida e apagar outros que podiam ter existido. Agora as consequências são outras.

As minhas palavras arrepiam-me. Sinto-me tão...velha. É deste peso nos ombros que não sei muito bem porque carrego. Mas de dia tudo parece melhor...

Ainda bem que tenho este blog... Que me desculpe quem lê mas é nestas alturas que eu preciso de escrever desta maneira aborrecida, desinteressante e confusa na maior parte das vezes. Este é o meu refúgio na falta de melhor.


Vou dormir.  Nunca tenho pesadelos, vou descansada...
Cisne.

28 de julho de 2012

O que não foi dito...#1 - o meu ano lectivo


O prometido é devido! Agora que estou de férias, vou finalmente contar o que se tem passado na minha vida desinteressante desde que fui mantida prisioneira da faculdade; não que alguém tenha reclamado de não saber mas convenhamos: o blog é meu, não é? Então deixem-me lá desabafar e dizer para aqui uns disparates ;)

Entretanto, como muita coisa ficou ainda por dizer, vou ter de fazer isto em vários posts que em princípio devem ser intercalados com os meus posts habituais (um pouco mais interessantes, por ex. quando meto imagens do 9gag... não me venham com coisas que isso eu sei que vocês gostam! ;) ).

Pois muito bem: para não recuar até aos primórdios do início do meu ano lectivo vou resumi-lo todo assim o mais depressa que conseguir (nota: é altamente provável que eu deixe de o conseguir fazer depressa).

O meu ano foi espectacular. Este curso é tudo o que eu esperava e estou muito feliz por tê-lo escolhido apesar de todas as dúvidas que tinha antes. Fiz muito bons colegas!! E acho que já considero alguns deles como amigos, pelo menos já partilhei coisas da minha vida que não partilharia com meros colegas, portanto sim!, fiz bons amigos :) Tenho uma turma excelente e que se dá toda muito bem (almoçamos sempre todos juntos, passamos os curtos e poucos intervalos que temos juntos, vamos sair à noite e fazemos programas à tarde, quando o corpo e os horários malucos deixam, entre outras coisas...). É claro que deve ser dado o devido desconto a esta fase final em que já nos andávamos a chatear todos uns com os outros devido ao cansaço físico e emocional de todos. Mas tenho a certeza que foi só mesmo isso e quando digo «só» não é nada pouco e deita qualquer um abaixo - desde o início do ano até ao final deste semestre já contávamos com 7 lesionados, dos quais 1 era eu que recuperei em mais ou menos um mês e meio e 3 acabaram o ano assim: uns de canadianas sem puderem participar no espectáculo final, outros a conservarem toda a resistência à dor que ainda restava para o espectáculo final.

Quanto a mim, tenho a dizer que lesionar-me foi, na altura, a pior coisa que me podia ter acontecido mas que, olhando agora em retrospectiva, deu-me 2 grandes lições. Para não falar do estofo para o futuro de uma bailarina que só agora sabe o que é ser bailarina (leia-se: trabalhar até à exaustão; não pensem que lá por ser uma escola facilitam no treino, competição ou horário...). Estas duas grandes lições foram:
  1. A consciencialização do exercício antes do mesmo é muito importante. Aperceber-me que a minha lesão não fora fruto de azar, embora também não tenha sido por desleixo, deito-me muito abaixo. A minha lesão aconteceu pois a consciencialização que eu tinha do salto que ia dar estava errada. Ou seja, quando eu ia dar o salto eu só pensei no que a professora dizia: "Mais alto, mais alto! Toca no céu! Mais alto, Cisne!" e eu esqueci-me completamente que tinha de saber cair recepcionar o salto.
  2. Saber cair e saber levantar. O mais engraçado é que eu achava que já tinha esta lição aprendida de cor e salteado - mesmo parva e ingénua eu.... :)
     
--> É claro que entretanto agregado a isto também está a má preparação dos meus pés, mas não creio que isso seja uma lição pois eu disto já sabia e tento melhorar todos os dias, é apenas uma questão de tempo :)

Pois, e entretanto só agora é que me apercebi que já falei demasiado sobre a minha lesão -.-''' ...É impressionante a capacidade que eu tenho para não me calar, não é? Adiante então!

Foi um ano muito conturbado, com muitas aprendizagens e onde acho que evolui bastante no geral. Penso ter evoluído mais no ballet clássico (é que no final de contas ter 2 aulas de 1h30 por semana trava e muito o processo evolutivo do bailarino; ter todos os dias para fazer mais e melhor faz toda a diferença) mas também já tenho algumas noções e bases de muitas coisas em que não tinha NADA :) Contemporâneo e neoclássico, por exemplo - para leitores bailarinos que eu eventualmente tenha, aprendi técnica Graham (uma técnica baseada na contracção e relaxamento dos músculos enquanto se dança, inventada por Martha Graham).
Por fim, as notas no geral não foram muito de acordo com as minhas expectativas mas há sempre o próximo ano para melhorar e é sempre com esse o espírito que tenciono voltar.

Quero só deixar escrito para posteridade que:
  •   Trabalhar com Bárbara Griggi na cadeira de Técnicas de Dança Clássica foi o maior privilégio que já tive na vida. Uma grande profissional (com os princípios e métodos de ensino que eu almejo ter um dia se vier a leccionar), uma excelente pessoa e exigente com os seus alunos, na medida em que nunca exige mais do que aquilo que sabe que eles podem dar. Uma bailarina extraordinária!
  •  Outro grande prazer foi trabalhar com Pascalle Mosselmans e o marido, Gagick Ismaillion (perdoem-me os erros ortográficos), em Estudos de Repertório Contemporâneo português, duas pessoas que acredito serem as duas mais humildes e pacientes que já conheci, assim como continuo a admirar a presença e agilidade física desta mulher que não só não ganha nem mais um grama de massa corporal com o passar dos anos, como também mantém um nível de resistência física que se denotava nos ensaios (para a altura em que eu tiver 60 e tal anos, será bom se tiver metade).
Interpretámos em Repertório excertos das peças "Passion" de Gagick Ismaillion, "Organic Spirit, Organic Beat, Organic Cage" de Paulo Ribeiro e, por fim, um pequenino excerto de Rui Horta, cujo nome de momento não me lembro mas depois venho cá dizer.

Deixo-vos algumas fotografias do meu ano:
Aula de Técnicas Dança Contemporânea (após a minha lesão - 2º semestre)
Aulas Técnica Dança Clássica (1º semestre - favor dar o desconto à perna que não está esticada :) )


Curta-metragem "A Bailarina" - um projecto não-remunerado universitário que fiz por diversão com mais 3 colegas minhas nas férias




De seguida, fotos de Estudos de Repertório: As de saia azul são as de Passion, a fotografia em que estou só eu de joelheiras pertence à peça de Rui Horta (cujo nome ainda não consegui lembrar) e, por fim, as de Paulo Ribeiro - as fotos estão na ordem da apresentação do repertório.


(esta sou eu)
(eu)





(eu)



Hope you liked it :) ,
Cisne.

21 de julho de 2012

Silêncio: que nem eu vou cantar...



Não tem a ver com perdão ou com tentar. E um dia vais entender.

Agora: esse dia nunca vai chegar, para nenhum dos dois, se te mantiveres por perto.

Eu não te ignoro. Ignorar é não ouvir - eu apenas não respondo. Ou porque não é a altura certa ou porque não é a minha mãe vez de dar respostas ou ainda porque é a minha vez de ficar calada. Já falei muito e agora o silêncio nunca fez tanto sentido. Estar sozinha, literalmente no sentido em que não está nenhuma pessoa por perto, nunca fez tanto sentido.

É estranho quando o silêncio parece dizer-te tanto? Tive uma professora de psicologia que chamava a este processo mental «reset». Ou seja, é aquele momento em que a nossa cabeça (até a das mulheres!) fica em branco, sem qualquer pensamento, com o olhar pousado no horizonte como se a mente se esquecesse, por breves segundos, o que deve fazer. Mas será que é possível fazer «reset» durante tanto tempo?

Sinto que parei no tempo. Mesmo. Eu sei que ele passa até porque não há coisa mais realista do que ir vendo as minhas notas na pauta aparecer na net. Mas ainda assim... Acho que é uma sensação estranha de explicar. O tempo parou naquela noite e quando eu disse a toda a gente que era como se estivesse a viver uma vida que não a minha, como se estivesse numa dimensão à parte, todos me disseram que era ainda do choque e que no dia seguinte eu já tinha assimilado. Guess they weren't that right, were they?

Mas insisto: o silêncio, o vazio faz-me bem. Não de uma maneira esquisita e depressiva. Acho que estive muito tempo privada de calma, paz e sossego. Preciso de sossegar cabeça e corpo. Mesmo. Agora.

Cisne.

16 de julho de 2012

15 de julho de 2012

já está

E já está... O semestre finalmente acabou. Já hoje é domingo e ainda tenho dores no corpo todo. Ontem parecia que tinha levado uma tareia, mal me conseguia suportar o meu peso nas pernas. Hoje já estou melhor mas mesmo assim... agora entendo a descarga de energia... foi impressionante a pouquíssima quantidade horas que eu dormi nestas duas semanas e o absurdo de horas que tive de trabalho e espetáculos.

Um dia destes cumpro a milionésima promessa de passar cá a contar como foi tudo ;)


Agora vou ali virar-me para o outro lado e já venho :)
Cisne.

12 de julho de 2012

9 de julho de 2012

8 de julho de 2012

Está quase



Estás quase está quase está quase está quase está quase está quase está quase está quase está quase está quase está quase está quase está quase está quase está quase está quase está quase está quase está quase está quase está quase está quase está quase está quase está quase está quase está quase está quase está quase está quase está quase está quase está quase está quase está quase está quase está quase está quase está quase está quase está quase está quase está quase está quase está quase está quase está quase está quase está quase...

5 de julho de 2012

A sensação ultimamente...

 
...tem sido a de estar a correr numa passadeira de ginásio. Farto-me de correr, fico exausta e sem energia, desastrada como sou ainda torço um pé ou uma mão e, no fim, continuo no mesmo sítio.


Cisne.

4 de julho de 2012

"I was born when I met you...

...Now I'm dyin' to forget you (...)"


Não consigo dormir...só um desabafo.

E não mãe, não foi porque adormeci mal meti as costinhas na cama, tal era o cansaço físico e psicológico. Ainda me sinto cansada e com sono. Só não consigo dormir -  mas descansa que lá compenso comendo. Se estas férias não há dieta, terei de retirar os espelhos a todos os estúdios da minha faculdade e casas...

Cisne.

Este blog sou eu


Hoje o meu blog faz anos :) Estou a aldrabar um pouco. Hoje, porque já são 00H33, é dia 4 de Julho e o blog teve o seu primeiro post no dia 3. Mas eu só me lembrei agora; tenho mais que isso na minha cabeça também, dêem o devido desconto, sff.

O meu primeiro post foi um poema, foi este.

Escrevi-o numa altura em que ainda tinha mais ou menos jeito para poesia e mais ou menos paciência para a ler. Foi também uma fase menos boa da minha vida, triste e de grandes mudanças, razões que me levaram a criar o meu blog.

Na verdade, também hoje, também ultimamente, tenho estado numa fase menos boa da minha vida, uma fase triste e de grandes mudanças.

Sei que deveria celebrar... Afinal nunca em 18 anos de existência consegui manter um diário (mesmo que me comprometesse a escrevê-lo de 15 em 15 dias - também não o mantinha) e este blog já tem dona há 4 anos... Parece pouco mas para mim é muito. Não esquecer que em 2008 eu tinha 14 anos, o que significa que este blog contém a maior parte das histórias importantes e das minhas «grandes mudanças», como também é próprio destas idades.

Sabe bem olhar para trás. Dediquei algum tempo (demasiado, dada a quantidade exorbitante de trabalhos que me estão na lista de espera para fazer) a ler alguns textos de há anos e outros com apenas uns meses. Fez-me bem porque não só relembrei coisas muito boas como esta ou esta; coisas engraçadas como esta; coisas um pouco tristes mas que fazem sentido como esta; mas como também tirei algumas conclusões acerca do teor mais recente do blog (e a minha vontade volta e meia de lhe cortar o pio).

Fiquei até a saber algumas coisas sobre mim que eu somente não sabia:

  •  É quando estou mais triste ou deprimida que escrevo melhor e tenho tendência para a poesia;
  •  É quando estou zangada, stressada (e obviamente muito ocupada) que raramente escrevo ou escrevo alguma coisa de jeito;
  •  Quando estou contente, tenho tendência a escrever exactamente como falo e a escrever o dobro ou o triplo do normal (há excepções para longos textos como este mesmo, em que estou a reflectir sobre qualquer coisa);
  •  Adquiri um hábito recentemente, de que não gosto nada, de utilizar abreviaturas como «qq, qd, ngm, tb...» qd  quero escrever depressa para não perder o raciocínio;
Quanto ao teor do blog... Este blog é o que eu sou. Não falo de nada por si só. Umas vezes falo de cosméticos, outras de roupa, outras de dança, outras dobre as pessoas... Enfim. Mas na sua essência, este blog representa-me e ao que eu faço, ao que eu penso. Portanto, basicamente não me importa se às vezes só cá venho para divulgar sorteios ou se só para meter imagens do 9gag... É o que me apetece.


Hoje... estou triste. Tenho pena de estar triste e absurdamente ocupada, caso contrário leria muitos mais post, relembraria muito mais... Mas pronto, está feita a devida "homenagem" a este espaço e a todos os que o lêem, por me acompanharem no bom e no mau.

Deixo a música do momento que, no momento, faz todo o sentido para mim. Que noutra altura teria achado a maior foleirice de todos os tempos, mas hoje e ultimamente...faz simplesmente mesmo sentido.


Obrigada por tudo e obrigada pelos 4 anos maravilhosos - tenho sido a pessoa mais feliz. Só não agora.


Cisne.

Nós por cá

Andamos aqui todos aos trambolhões e a sensação que dá é que ninguém sabe o que anda cá a fazer. Eu ando por cá perdida e não é lá ...