24 de fevereiro de 2015

Check up emocional


Quero fazer um check up à minha vida emocional. Suspeito que entrei numa espiral. Uma espiral em que não estou bem com ninguém porque não estou bem comigo mesma. Então decidi começar a fazer-me perguntas que me façam entender a minha situação, o que está bem e o que está mal, o que houver para dizer, sobre ele, sobre mim, sobre nós. Se é o que eu quero, se não é de todo, e o que é que eu quero afinal? E do que é que eu preciso? O que é que o meu corpo me está a pedir que faça? Mais do que a minha cabeça. O que é que eu sinto?

Sinto-me bem e/ou realizada quando estou com ele? Na maior parte das vezes não. Sinto que falta qualquer coisa. Não sabendo bem dizer o quê.

Sinto-me bem e/ou realizada quando estou sem ele? Não. Quero muito estar com ele, principalmente quando não estou.

Porquê? Porque preciso de alguém que cuide de mim. Sozinha sinto-me frágil.

Porque é que precisas que alguém cuide de ti? Porque não o consigo fazer sozinha.

Porquê? Porque me falta amor-próprio, confiança, gosto na minha própria companhia.

Ele é uma pessoa boa? É impecável. É sensível, carinhoso, paciente e compreensivo.

É o que tu precisas neste momento? Sim.

É ele que queres neste momento? Não. Quero alguém que me faça vibrar, que me deixe sem dúvidas, com quem não sinta necessidade de escrever este texto, alguém a quem pudesse dizer este texto.


Estas são as perguntas de hoje. A reflexão de hoje. E não sei onde me vão levar mais reflexões e questões mas só preciso de continuar a tentar e a arranjar métodos para estar mais tranquila.

A minha vida profissional corre sempre às mil maravilhas, já a minha vida pessoal é um tumulto. Não é curioso? Porque é que acontece? Está na altura de parar esta espiral. E pode demorar, não tem de ser já amanhã. Mas vamos tentar. O que é que me move? Porque é que tenho alguns pensamentos que tenho quando estou com ele? Porque é que penso constantemente que não vai resultar? Porque é que boicoto constantemente as minhas relações? Porque é que quero sempre aquilo que não tenho? Vamos um dia de cada vez.

Cisne

Eu profissional


Hoje comecei uma reunião de trabalho com: Tive uma ideia estúpida!

E já não foi a primeira vez. Na semana anterior enviei um e-mail à directora da academia onde dou aulas com a minha sugestão para o tema do espectáculo e comecei com: «provavelmente é uma ideia tola, bom, vale o que vale...».

Ambas as ideias eram normais e serviram o seu propósito: contribuir para um fim.

Então porque é que em vez de defender a minha ideia com unhas e dentes comecei com «isto é estúpido»??

Fica o lembrete de confiar mais naquilo que penso e, principalmente, na minha criatividade.

Cisne

14 de fevereiro de 2015

Notas de nada...#1


Tenho a sensação de que o amor nunca se devia pedir.
Diz que me amas...
Beija-me...
Gostas de mim?
Tenho a sensação de que quem o pede não sabe como o dar, então compensa recebendo-o, pedindo-o...

05/02/1015

13 de fevereiro de 2015

Tranquilla chica...


Dei início a um processo de auto-healing. Qualquer coisa parecida com limpeza interior. Uma coisa que a psicóloga disse que era boa ideia. Assim ao jeito de dizer o que sinto às pessoas, com o objectivo de elas me perceberem melhor e de eu não guardar tudo aqui na despensa, o que por sua vez fará (na teórica) com que eu me sinta menos ansiosa.

Com o meu namorado falhou...redondamente. Duas vezes. Mas não vamos falar sobre isso.

Com o resto das pessoas funcionou perfeitamente. Em dois dos casos, o "letting go" de o que nos separou no passado, fez com que eu recuperasse duas amizades que me pareciam já ter ficado no passado. Não digo que vão ser as minhas melhores amigas e que vamos falar todos os dias. Mas são duas pessoas com quem eu gosto de falar, que me entendem, com quem eu me divirto e que já me conhecem e eu conheço bem. Portanto, não vejo qualquer razão para recusar este tipo de amizade em que, inclusive, pouca/menor proximidade não é necessariamente uma coisa má.

Pronto, até agora tem sido uma experiência boa e libertadora. Dizer o que ficou por dizer. Ver o que as pessoas têm a dizer sobre isso. Aceitar uma relação que neguei por não ter o formato que eu desejava. Ou seja, não é tanto andar agora feita maluca a querer paz no mundo todo, mas sim mudar a minha reacção automática. Acabar com os meus estereótipos de perfeição. Aceitar o que me é dado, e o que não é. Estar em conexão com isso, em vez de negação.

Pronto, e sinto-me mais tranquila. Que é o mais importante.

Cisne

11 de fevereiro de 2015

Dúvidas existenciais, certezas incondicionais

Não sei porque é que quando tenho uma relação estável quero sair dela.
Não sei porque é que não tenho amigos...ou um só.
Duvido da existência de Deus.
Não sei quão grande é o Universo.
Não tenho a certeza se acredito em karma.
Não sei se Putin é bom ou mau.
Não percebo porque é que as pessoas têm uma má primeira impressão de mim.
Não sei qual é o meu valor.
Não sei porque é que tenho de ter sempre razão.
Qual é o meu papel na terra?
Não sei quem eu sou.
E quando danço não obtenho resposta a nenhuma destas coisas.



Mas sei que quando danço, nenhuma delas importa.


Cisne

9 de fevereiro de 2015

Há uma parte de mim que precisa de ser resolvida. Eu já não tenho é tanta certeza de qual é a parte.

Cisne


6 de fevereiro de 2015

Update!

Este já foi...

"O Tigre Branco" foi bom de ler mas o fim foi...vá, um bocadinho decepcionante. Só porque estava à espera de uma reviravolta e não houve... Pronto, fiquei assim com uma sensação agridoce...

E este foi em 10 minutos...

Não se assustem, ainda sou capaz de ler livros para adultos! Isto é um livro de pesquisa para um trabalho que vou voltar a fazer no Verão com crianças. Quando tiver mais novidades hei-de falar no assunto; por agora a malta está só mesmo no campo das pesquisas.

Entretanto, segue-se a Trilogia de Nova Iorque. A ver...

De novidades...
O trabalho no teatro vai de mal a pior! Só gente a sair e gente a entrar, pessoal que não respeita horários, ensaios a torto e a direito, mudanças idém...enfim. Tudo maravilhoso...!

Entretanto, surgiu agora um mini-mini-mini projecto para coreografar uma mini-mini-mini coreografia, mas que não sei muito bem porquê entusiasmou-me muito. É um dueto de salsa para coreografar e interpretar no dia 14 de Março, com a tuna masculina da FCT (UN), a anTUNiA.
Se ao menos o meu par me atendesse o telefone.....mas adiante!

Este sábado tenho UM alunO novo (sim, masculino) na minha aula de contemporâneo. Foi um sururu por todo o lado na academia, não por ser homem, mas por ter como formação base...........tchan tchan tchaaaan........

POLE DANCE!

Yup, verdade verdadinha! O miúdo tem 16 anos... Me-do! A ver como corre isto.

Anyways... As coisas vão bem... O ambiente no teatro está surpreendentemente melhor. Não sei bem ao certo porquê mas toda a gente está muito mais comunicativa comigo.

Em casa também muito melhor, eu e a minha irmã já raramente discutimos (também dou algum crédito ao facto de andarmos exaustas de tanta dor no ginásio...), o meu namorado continua giro nas horas, querido como sempre e tudo e tudo e tudo, e eu... ando assim para o mais ou menos.

Mas estou a melhorar. Estou no caminho certo. Com muito medo mas pronto. É a fase em que estou. Com medo de tudo o que foi, do que é e do virá a ser. E são tudo coisas que me condicionam a vida... Mas não quero falar mais deste assunto, que já me ocupa muito espaço na cabeça.

É verdade!! Esqueci-me de dizer que estou fascinadíssima com este maravilhoso mundo da depilação a laser!!! Eu já não faço depilação há DOIS meses! E sou bailarina!! Juro que é um maravilhoso mundo! Valeu cada cêntimozinho que tanto me custou a dar por uma coisa que não se come :P É o céu! Não ter de me preocupar, não ter dores (só um cadinho de comichão), não ficar com a pele sequíssima, não ter praticamente pêlos nenhuns ATÉ ABRIL(e os que tenho são super discretos...finos e quase louros)... Enfim, é mesmo um maravilhoso mundo novo. :))

Mais... Amigos?
Desapareceram. Não sei o que lhes fiz ou que é que alguém lhes fez, ou a vida lhes fez, sei lá, mas capuf..... Eh, deixa lá também. Chego cada vez mais à conclusão que procuro a coisa errada. Eu tenho amigos sim. São amigos de vez em quando, pronto. São pessoas com quem falo de quando em vez e partilho umas coisas, rio um bocadinho e já está. Pronto. Para os problemas importantes, tenho a família. E para o que custar dizer à família, digo à psicóloga ou ao namorado, pronto... É um bocadinho triste mas pronto. Há que aceitar e seguir em frente. Mas já agora deixem-me só deixar isto escrito: custa assim tanto escrever a p*** de uma mensagem (quando eu vi que posts no facebook não faltaram) a dizer «agora não me dá muito jeito falar desculpa» ou «desculpa não ter respondido, tenho andado ocupado»... pá... não faz assim uma graaaaande diferença, mas releva um bocadinho o facto de te sentires constantemente ignorado...

Mais...
Mais daqui a uns dias. Por agora já está muito bom :)

Cisne.

Abandono

Este blog foi ao abandono...E não admira. Está tal e qual como eu: abandonado. Desde que uma colega minha entrou de baixa e o meu t...