24 de junho de 2015

Para pensar


Sabemos o que alguém espera de nós e que isso é só parcialmente verdade/real e muito melhor que a realidade. Não é uma pessoa que vemos frequentemente mas com quem gostamos de conversar.

Mantemos a ilusão? Ou damo-nos a conhecer duramente?


Cisne

20 de junho de 2015

Mudanças

Estou prestes a mudar de casa e em duplo sentido! Vai ser já dia 27 que mudo pela primeira vez, abandono o conforto do meu lar para ir trabalhar durante mês e meio fora de Lisboa, num campo de férias alucinante, sem privacidade, sem horas de sono de gente normal e muuuuito trabalho. God help!

E quando voltar já não vou voltar para a minha rica casinha. Por questões orçamentais vou ter de mudar de casa, compartilhando a nova com a minha irmã e mais dois desconhecidos... God help!

Seja como for, estou portanto em altura de mudanças e arrumações. Nas arrumações e limpezas profundas acabamos sempre por encontrar coisas que já não vemos há imenso tempo ou coisas das quais temos de nos livrar porque, a bem da verdade, não servem para nada, ou meras recordações... Hoje arrumei o meu quadro. Tenho um quadro feito pela minha tia dado de presente que simplesmente adoro. Lá meto tudo aquilo que gosto, frases, bilhetes de viagens, bilhetes de espectáculos, folhas de sala, notas... Hoje foi dia de tirar tudo do quadro... Custou um bocadinho. Recordar tudo. E retirar tudo, deixando-o confinado ao passado.

Muitas das recordações do últimos três anos (altura desde a qual tenho o quadro) têm-no a ele. E é difícil metê-lo no passado. Guardá-lo numa caixa e dizer «já é só uma boa recordação», quando para mim está ainda tão no presente. Mas senti que o devia fazer, que faz parte do processo. Que me ia saber bem começar uma nova página, um quadro em branco, cheio de espaço para preencher com coisas novas e excitantes! Forcei-me a arrumar porque por minha vontade tinha deixado tudo como estava.

Mas enfim. Sinto a falta dele. Muito. Todos os dias. Já penso menos nele mas continuo a perguntar-me todos os dias o que estará ele a fazer em determinada altura. «Será que eu ainda sei o que ele está a fazer a esta hora?». Martirizo-me com perguntas que nunca vão ter resposta. Sinto a falta do sorriso aberto tão sincero, do riso alto bem cheio e poderoso, dos olhos tão meiguinhos em que conseguia ler tudo tudo como um livro aberto; sinto falta do cheiro e toque da barba na minha cara, do cabelo nos meus dedos, da cabeça encostada ao meu peito; sinto falta dos momentos. Do momento da série, do momento do silêncio, do momento do passeio, do momento do olhar, do momento em que lhe abria a porta, do momento em que acordávamos de manhã... São tantos momentos, há tanta coisa boa na nossa relação. E custa-me deixar tudo isso preso à gaiola horrível que é o passado. Mas suponho que assim tenha que ser.

Amanhã estreia o espectáculo dos adultos da academia onde trabalho. Desejem-me sorte!


Jinhos à prima,
Cisne

15 de junho de 2015

E é isto


Sei que a medicação não está a resultar quando:

1. Não percebo o porquê de viver, qual é o objectivo e começo a questionar tudo ou
2. Quando não consigo aceitar a ideia de que não consigo prever o futuro.

Hoje foi mais: quando é que vou perceber o que ando cá a fazer? Quando é que tudo vai fazer sentido? Quando é que vou parar de pensar no sentido na vida para começar a vivê-la sem pensar?

E nisto sinto-me triste porque me parece um caminho tão longo... Não vejo luz ao fundo do túnel e sinto-me perdida. Perdida em mim mesma, sem nenhum objectivo em específico. Trabalho para quê? Esforço-me e preocupo-me tanto para quê? Vamos ter todos o mesmo fim...

E é isto.

Cisne

13 de junho de 2015

Meditação


Acho que quando metemos na cabeça que tudo é uma tempestade tudo é mesmo uma tempestade. E quando metemos na cabeça que não a conseguimos resolver realmente não há solução à vista. Mas como diria a minha mãe, o que não tem remédio remediado está. Portanto hoje, vim toda nervosinha para casa, depois todo um dia em ansiedade constante. Pronto e tudo tem um fim: recostei-me no sofá, calei tudo na minha cabeça por uns minutos, ouvi o silêncio, atentei em tudo o que existe em mim e separei-me de mim ao mesmo tempo.

Alguns chamam a isto de meditação, não sei bem o que é. Sei que nem sempre consigo fazer mas que quando consigo me sinto como nova. Mais tranquila e de algum modo mais absurda, por não o ter feito antes, na arrelia de um dia inteiro.

Enfim, sou assim. Um ser imperfeito e em aprendizagem. Venham esses desafios que me fazem crescer, venha essa vida que eu quero viver. Venha o que vier!


Cisne

12 de junho de 2015

Notas soltas

Sinto-me fora de lugar, deslocada, tola. Impaciente, intolerante, ansiosa. Parva, ingénua, sem credibilidade.

Sonhei com ele outra vez esta noite. O cenário muda mas a situação é sempre a mesma: eu num desespero para falar com ele e ele a ignorar completamente a minha urgência em comunicar. Ou está ao telefone ou já nem sequer me conhece ou nem sequer quer falar comigo... Passo o sonho todo a correr atrás dele e a gritar incessantemente... Acordo disparada e inconsolável.

Tenho tanto trabalho e tantas responsabilidades neste momento... Só espero conseguir lidar com tudo.

Não sei mentir. Tinha um segredo muito importante que não devia ter contado a ninguém e não consegui não contar por não saber mentir. M***@!

Estou a morrer de sono.

Preciso de limpar a casa u-r-g-e-n-t-e-m-e-n-t-e! E preparar tudo em sacos para a mudança de casa no final do mês.

Duvido das escolhas que estou a fazer para a minha vida neste momento. Duvido muito e tenho medo.

Vou dormir. Beijinhos à prima,


Cisne

8 de junho de 2015

I really really really really like you

Sou uma roda viva de emoções portanto deixem-me aproveitar este momento único em que estou bem disposta e me apetece ouvir esta feel good song!


Cisne

Abandono

Este blog foi ao abandono...E não admira. Está tal e qual como eu: abandonado. Desde que uma colega minha entrou de baixa e o meu t...