30 de dezembro de 2009

O «amanhã» veio igual

O amanhã chegou igual. Não igual, pensando melhor - parecido. Hoje...Estou cansada. Não me apetece falar, não me apetece mexer, não me apetece nada a não ser escrever. É que tenho esta sensação de que falar custa muito mais, escrever nem tanto assim. É como transportar o que eu penso para o computador e assim é perfeitamente seguro - ninguém saberá que o quis dizer, a escrita foi e é a minha intenção.
Baralho-vos, eu sei. Se não quero que ninguém saiba o que penso e, logo, o que diria mas não quero dizer, porque escrevo? Bom, talvez eu queira que se saiba. Mas por enquanto o que sinto em concreto mudo ficará; e já agora cego também (só para esclarecer...).
Se por algum acaso, a razão pela qual ainda não escrevo (nem digo) o que sinto, é que ainda não sei ao certo o que é o que sinto, bom... então quando souber, dir-vos-ei. Se, por outro lado, a razão pela qual não digo (nem escrevo) o que é o que sinto, for o querer chegar a uma conclusão de como vou reagir ao que me fez sentir assim (seja lá o que sentir «assim» for), ou seja, às minhas atitudes futuras, então, novamente, quando tiver tudo muito bem decidido e esclarecido na minha cabeça, dir-vos-ei.
Baralhados? É normal. Ouvi dizer que me esforço demasiado para utilizar palavras "caras" e, assim, o meu discurso acaba por ficar pouco coerente/demasiado confuso. Hoje não quero saber de quem me lê. E desconfio que amanhã também não... Quem sabe amanhã não vo-lo direi?
Hoje estou assim...

28 de dezembro de 2009

Às vezes...acontece.

Às vezes perco-me. É como...ter alzeimer, penso eu. Para me conseguir explicar melhor: é como se eu estivesse a andar com direcção, sentido e rumo mas, de repente, páro, olho em volta e apercebo-me de que desconheço o meu sentido, direcção e rumo. Depois tento perceber o que fazer - nada. Para onde me dirijo agora? - nada.

E agora? Nada. - Por vezes esta pergunta surge. Hoje é uma dessas vezes, amanha logo se vê.


Cisne.

26 de dezembro de 2009

A Cisne - Estou aqui, sou eu.



Enquanto o video carrega... - (Ler de acordo com a música só para ter uma leitura mais convicta x) )



Para quem não conhece a Cisne e quer, aproveite para ler...

Começo bem lenta...bem cá em baixo...quieta... calma... serena...eu e só eu, olhando tudo em volta adquirindo experiência, absorvendo tudo o que me é possível, estudando o que se passa à minha volta para não perder nada. Para a minha transformação preciso de ter perfeita e exacta noção do que sou e de em quem me vou tornar. Só assim poderei estar exacta e precisamente onde quero. Só assim conseguirei mostrar quem sou quando subo ao palco ou quando apenas quero andar numa rua e dizer que a Cisne está em mim. Só se ninguem estiver à espera é que vou conseguir, portanto preciso de ser discreta. E assim vou andando... e mais depressa... é aqui que começo a sentir o meu sangue a circular mais rápido, o meu coração a bater mais depressa e algo em mim se está a transformar; toda eu, aliás... Sigo a acelerar e bum, Explode!
...(instrumental)

Eu criei-me assim... A minha «Sasha Fierced», o meu cisne voa bem alto porque é assim que eu o sinto. Como artista demonstro-me fraca, quieta, sossegadinha e assim me acredito a ser também mas de repente o meu andar estremece, a minha voz fica audivel, eu fico mais alta, a minha cabeça ergue-se e toco lá bem no céu, faço o que tenho a fazer, mostro-me, faço tudo o que lá em baixo ninguém está à espera, exorto todo o tipo de coisas que me fazem ser «fierced». Sem medo mostro: «Estou aqui!»... Depois volto a descer...cuidadosamente...sem ninguém reparar...e volto a ser...a eu.


O resto da música, por favor aproveitem. Está excelente.

14 de dezembro de 2009

Estou farta do Inverno

Preciso de ti. Meu Deus, preciso de alguém...
E quem mais senão tu, não penso em mais ninguém.

De onde vieste sei bem, mas escondeste-te...
Por favor, vem.

Eu obriguei-te a tal, sim, sei bem.
Desculpa, agarrei o momento que me fez feliz; não olhei a quem.

A minha imaginação percorre terras, cidades, mundos e fundos.
Nela percorri uma terra - perdi-me.
Nela fiz uma cidade - quem sou eu?
Nela vi o mundo - onde estou?
Aterrei no fundo - sinto-me confortável; não conheço mais nada.


***


Sei que o título nada tem a ver com o conteúdo mas não deixa de ser verdade

13 de dezembro de 2009

Desisto tão depressa

Olá malta.

Para meu desalento, desisto tão depressa... Hoje não me sinto com muito energia. Aliás, não me apetece mexer um dedo. Deparo-me com trabalho que não me apetece fazer; com coisas em que não me apetece pensar... Eu sei que, sendo a última semana de aulas, não devia estar a ter esta atitude mas... Bom, parece que não consigo nada.

Estudo e estudo e nada. E a ideia de ter explicações ainda me faz sentir pior. A malta lá de casa diz que eu não só tenho o síndrome de Peter Pan, como também o do Patinho Feio. A culpa é vossa que me contaram as histórias! :PP

Mas sinto-me, de facto, cada vez mais burra. Nem às coisas em que era antigamente melhor me safo este ano. Não sei o que estou a fazer de errado. A única coisa que, por enquanto, ainda me levanta o ego é o ballet mas, contudo, estou em querer que na próxima apresentação de Natal vai abaixo - não me sinto confiante, embora, neste caso, não tenha mesmo razões para tal. - já disse que detesto ser adolescente???

Foi uma semana... Digamos que estou contente que tenha acabado. Embora a minha próxima terça-feira não aparente vir a ser melhor. Enfim, veremos. Até lá, vou estudando mais um pouco para conseguir pouco mais. Não é exagero. E hoje estou em baixo. E com frio. Não gosto do Inverno se não puder ficar enrolada nos lençois a ouvir a chuva a bater na janela. Sinto-me a desistir.


Como alguém diria, vou ali ver se o tempo passa e já volto,
Cisne.

Abandono

Este blog foi ao abandono...E não admira. Está tal e qual como eu: abandonado. Desde que uma colega minha entrou de baixa e o meu t...