30 de maio de 2014

Vou pensar num encontro


So we meet again my heartache
So we meet again my friend
I should've known that you'd return
The moment I was on the mend

So we meet again my heartache
Like two lovers torn apart
Bound together by the breaking
Of a tired and torrid heart

So we meet again my heartache
Just as leaves begin to change
How you've made my life a story
Filled with whirls you've rearranged

So we meet again my heartache
Come and join me in my pain
You're the reason I remember
Every sweet and sad charade

So we meet again my heartache
Come and sit with me a while
Rest your head upon my shoulder
Hide your face beneath my smile

So we meet again my heartache
Hold the glasses stilled with wine
I hope you join me in my toast, my ghoulish host
And maybe stay a while this time.
Com a força toda, super concentrada! Finalmente! A tristeza não me fecha portas, abre-me caminhos!

Acabo de marcar encontrar-me com uma colega para a convidar a interpretar um solo que quero coreografar para ela para um festival em barcelona
Acabo de propor a minha entrada num projecto em que música e dança trabalham em conjunto para montar um espectáculo de várias peças de vários alunos
Estou em processo de criação do meu solo para taller I
Tenho planos de falar com a equipa de um projecto juvenil de que soube estar a ser desenvolvido na minha vila, para voltar a reabrir o auditório. Quero apresentar peças lá. Quero apresentar as minhas mas também as de quem acho terem potêncial, quero ajudá-los a dinamizar, penso em dança e em música. Penso em sugerir à sociedade filarmónica da vila (que é muito boa) também um projecto em conjunto.
Penso em dinheiro para suportar isto tudo e penso que tenho de arranjar trabalho.
Ok, acabo de mandar mail à directora da academia onde trabalhava, lá estarei no início de Julho para falar com ela.
Penso em não me esquecer de estabelecer contacto com a pessoa que me convidou a integrar a companhia Amálgama, para tentar perceber se ainda tenho alguma hipótese.
Penso em dar aulas, muitas as aulas, as suficientes, para poder desenvolver o meu trabalho enquanto bailarina e coreógrafa.
Penso que ballet clássico não será suficinete, que preciso de mais formação em contemporâneo para pdoer dar aulas, ioga não, é muito difícil. Zumba! Talvez zumba...
Ui, tenho de enviar um trabalho até meia noite de 6f e amanhã chego à meia noite por causa do espectáculo.
Tenho de ir! Estou exausta mas... Con muchas ganas de trabajar!!


Cisne

29 de maio de 2014

Que estranho...

...Está tudo tão normal...

Assim me apercebo do quão ausente ele estava na minha vida pois ainda não sinto a falto dele. Choro quando me lembro da conversa, quando me lembro da situação em que estou, quando me lembro de momentos felizes. Mas não choro de saudades, de não aguentar estar sozinha... Eu já estava sozinha. Ao menos sei que terminar o namoro não foi uma decisão descabida. Sim, com o nível de cansaço com que eu estou, até decisões com este peso podem estar a ser tomadas com pouca sobriedade. Enfim...

Espectáculo amanhã e sábado. Um carradona de ensaios, um desrespeito sem fim pelo meu trabalho e, ao mesmo tempo, o seu reconhecimento. Sim, nem eu entendo. Só quero que acabe para poder descansar. Tenho tanta pena, gosto tanto de dançar e estar em palco e eles fizeram-no num sacrifício desta vez... A minha tíbia também não está a dar descanso, diga-se a bem da verdade...

Beijinhos para Portugal. Tenho saudades da minha cama. But then again...tenho saudades de qualquer cama, isto é só o cansaço a falar.

Cisne

Lembro-me desta parte


É tudo muito confuso quando deixam de haver lágrimas para chorar. É a altura do choque. Estou em choque. Lembro-me da sensação é assim que sei. Parece que a minha respiração se tornou inaudivel e estou um bocadinho mais morta por dentro, da mesma forma que estamos todos a cada dia que passa. Tenho tenção no corpo como se tivesse corrido a maratona, sinto um cansaço que é físico mas que não é muscular. E tenho a sensação de que isto não é um ponto final. E esta é a prova dos nove. É quando temos a sensação de que não acabou ainda porque acabou de acabar, passo a redundância.

Ao escrever, as minhas mãos mexem sozinhas pelo que em princípio este texto não deve ser o topo da coesão. Da coerência então... Enfim, por hoje estou num mundo estranho.

O maior medo? Não voltar a vê-lo.
A maior ironia? Ter suposto que quando faltasse só um mês para voltar a Lisboa já era rede segura, nada podia acontecer.
A maior tristeza? Gostar tanto de quem não gosta tanto de mim.
O maior arrependimento? Só do que não fiz. E se calhar não tentei o suficiente, não o compreendi o suficiente.
O mais difícil? Desligar a chamada - por ser chamada e por ter de ser desligada.
O que mais me preocupa? Ele... Não poder estar lá para dizer que vai tudo correr bem.

Cisne.

27 de maio de 2014

E assim há-de ser até ao fim

- P., estou à espera...
- Hmmm...
(Silêncio)

Cisne

P.S. Já tenho vergonha de meter «amor» na etiqueta do post...

23 de maio de 2014

Ao que leva ouvir catalão durante duas horas seguidas...


Chegou a uma altura em que acho que já não tenho mais nada para dizer. Este blog parece um poço de queixumes. Ou é o P. ou são saudades, ou são lesões, ou é cansaço, ou são os meus colegas de casa... Opa, mas será que eu deixei de ter alguma coisa de bom para partilhar com o mundo? E na realidade será que foi por isso que desactivei o facebook? Porque tudo me parecia demasiado falso, contraditório ao que eu sentia?

Não. Não é verdade. Tenho coisas boas para partilhar. Umas que são muito boas e outras que são princípios de qualquer coisa que se pode a vir tornar em algo espectacular. Doi início hoje a uma desta coisas, vale? :)

Estava a ver uma peça de teatro de duas horas em catalão, quando numa das minhas distrações abstrações reflexivas (acerca do que estava a ver e não entendia, claro está) me vem a resposta a uma pergunta que me faço desde que cheguei aqui.
(Aparte: Quando se começou a aproximar a data de vir para Barcelona decidi que precisava de vir com objectivos muito bem fixados e que teria de fazer o meu melhor para os cumprir.) Um deles foi descobrir como fazer uma peça de dança contemporânea performática agradável ao "público leigo" no que toca a dança. Assim, por meses fiquei-me com várias perguntas sem resposta. Quase chegava lá...mas não chegava.

- O que é que falta para ser agradável?
- O que torna uma peça agradável?
- É necessário que haja uma narrativa?
- É necessário que haja uma explicação/sentido muito concreto?
- Como fazer o público entendender uma ideia abstracta?

E talvez algumas más... Rodeava e rodeava o assunto e ainda hoje não o tenho tudo percebido. Mas percebi qualquer coisa mais com esta peça de teatro. Como? Tão simples. É que eu estava a ver uma peça de teatro em que não percebia nada de nada (catalão para mim é chinês, lá percebo uma palavra ou duas em cem) e mesmo assim adorei! Saí de lá extasiada e a perceber o sentido, o fio condutor, as reações das personagens. Então numa graaaande distração abstração reflexiva, recoloquei-me novas perguntas:

- Como é que eu entendo a cena? E a peça?
- Foi apenas porque me foi dada alguma informação à priori ou não?
- E qual a informação estritamente necessária?
- E como é possível que não entenda o que estão a dizer mas entenda? O que estão os actores a fazer com o corpo (já que com as palavras não é por certo) que um bailarino não consiga?

Sim, para vocês são só mais perguntas sem resposta. Mas para mim é um grande avanço e talvez eu esteja prestes a chegar a algum lado, não sei. Mas estou segura de que não é tão cedo que desisto da ideia de que a dança deveria chegar a todos e não sou "aos de dança". As pessoas que não dançam não são burras. Também entendem ideias abstractas. A culpa não é delas. É nossa. Que não lhes damos suficiente para entenderem. Não lhes damos quase nada.

Analisei tudo o que vi nesta noite e vi tanto! É incrível. Eu percebia o que eles diziam e nem era com as palavras e nem era com a informação que já me tinham dado. Se eu não entendesse nada de nada teria passado duas horas terríveis (e agora finalmente percebo a pobre da minha família e o que querem dizer com "tu para mim és sempre linda mas a peça, filha... desculpa não percebi nada" e como ficam tristes quando eu respondo "mas não é para perceber é para interpretar"). Mas o quê?? Interpretar o quê?? Até os sonetos de Camões tinham lá letras que formavam palavras e palavras que formavam versos e por aí adiante! E (como diriam nuestros hermanos) de puta madre, como eram difíceis de interpretar a maior parte das vezes!!

A questão é essa. É que não estamos, enquanto coreógrafos, a dar informação suficiente para que se interprete. A minha visão agora está em:

- Não é necessária uma narrativa
- Não, não é necessária uma ideia concreta
- Não, não é necessária uma estrutura exacta
- Mas sim, há que haver mais base.

Mais que por onde pegar o touro pelos cornos, é saber onde pegar e tornar claro para o público que não se vai sentar para ver uma obra de arte. Mas sim que se vai sentar para reflectir sobre algo ou fazer parte de algo. E aqui mais perguntas.

- Como?
- Como chegamos à mente do público?
- Melhor: como fazemos o público chegar até nós?

Porque ele pode! Agora sei que pode! Um público que não percebe de dança, sim, que percebe de corpos! Ora, vê-os todos os dias! Claro que percebe. Todos percebemos e todos de maneira diferente, todos temos a capacidade de interpretar - tenho cá para mim que é uma reação quase inevitável, até ao observarmos o que quer que seja; mas bom aqui já tenho de ir estudar. Sim, se calhar falta-me ir estudar, ir à procura das minhas respostas.

Estou em busca... Estou em busca.


Cisne

20 de maio de 2014

Cada relação uma relação blá blá blá

A melhor coisa que fiz foi desactivar o meu facebook. Só tenho pena de ter de o activar outra vez por questões de trabalho.

Isto porquê? Porque não havia coisa mais fácil para o meu namorado que esperar que eu entrasse e dizer olá. Ou ignorar-me. Esta última era a mais recorrente. Agora, sem facebook. Há que ter um trabalho IMENSO de viajar até barcelona ligar o skype! Pois, é chato... Tem que se meter a password e não há lá mais ninguém com quem falar a não ser eu... E whatsapp? Ui, ainda pior que isso exigia ter um telefone nas mãos, mãos essas que não podiam estar no teclado do computador.

Não, eu compreendo perfeitamente que ele nãos e dê ao trabalho. É muuuuito trabalho! E ainda por cima estou doente, quem é que quer teclar 5 minutos com alguém que nem sequer pode estar muito tempo ao computador? É tudo para bem da minha saúde, sei bem. Aliás, bem vistas as coisas, ele não vai ao skype nem ao whatsapp porque uma pessoa doente e sem facebook para dizer que está doente, está socialmente morta, claro. Então nem vale a pena. Ele está, e muito bem, à espera que eu me decida a incluir-me socialmente. Realmente... a esquisita sou mesmo eu.

Mais. Que é isso de fazer perguntas? Não, fazes tu e eu respondo que isto de pensar em fazer conversa só para matar saudades não tem sentido nenhum. Ou ficar em silêncio 5 segundos só numa «deixa-me cá olhar para ti com olhos de ver» não! Credo! Que mariquice é essa? Quando pode ouvir tudo o que eu tenho para lhe contar (e que por esta altura já nem me apetece porque, lá está, sou maluca da cabeça) enquanto está a jogar com naves espaciais e futebol não sei quê! Pfff... por favor. Até eu sei que não sou tão interessante - hoje em dia uma namorada tem que ter luzinhas psicadélicas, sons vários e irritantes, desafios e o cristiano ronaldo... eu é que sou antiquada.

Enquanto tudo isto não se passa - sim, porque entretanto já passámos a fase em que eu, esquisita, tenho paciência para falar com alguém que está distraído (como se fosse possível falar comigo sem estar distraído!!) - estou alegramente a escrever este texto ao mesmo tempo que a minha colega de casa está a discutir incessantemente com o namorado quem vai desligar primeiro. Lá está, outros dois malucos a discutirem, mas só se estraga uma casa - ao menos isso, eu e o meu P.inho nunca discutimos, é tudo numa base de eu zango-me, ele não repara e eu esqueço-me (claro então, a minha relação também tem coisas boas).

Feito o sarcasmo, vou ali enfiar os corninhos na palha, esquecer o facto de que ele não querer saber se estou doente ou deixo de estar, de que lhe pedi para pelo menos me mandar uma mensagem todos os dias só para eu saber que ele está bem, ou de que estava curiosa (estúpida) para saber como lhe correu a reunião. Lá está, consigo compreender que o facebook seja mais interessante.


Cisne

12 de maio de 2014

Desculpem, mas gosto da minha maneira de gostar...


Queria dizer-te boa noite, queria dizer-te o quanto gosto de ti, queria dizer-te o quanto sinto a tua falta. Queria escrever-te um texto longo e bonito com muita mariquice e alguma agressividade só para não me sentir demasiado cheesy. Queria receber um destes de vez em quando também.

Mas não. Tenho esperar. Tenho de ficar calada porque senão sou a needy, a que precisa de muita atenção, a controladora, a stressada, a ciumenta... Não percebo porque é que tem de ser assim. Eu sinto estas coisas e queria poder dizê-las quando quero. Mas não posso. Poderia se fizesses o mesmo. Mas não fazes. Porque és gajo ou porque não estás em erasmus, não sei. Não sei porquê.

Espera tem sido a palavra de ordem, não podia ser mais frustrante. Como sempre, é à noite que tudo se torna mais sombrio, que as saudades atacam mais. Durante o dia faço a coisa que mais amo, tenho sol e uma cidade aos meus pés, estou tão cansada que é impossível pensar em mais o que quer que seja.

Queria poder dizer-te que me sinto mal aqui, que todas as noites são assim. Mas já chega dessas conversas ou das conversas de discussão. Só quero ficar bem mas não estou, não fico de maneira nenhuma. O desespero da espera toma conta de mim. Habituei-me à rotina sem ti mas não me consigo habituar às saudades, tenho um nó na garganta a escrever.

As pessoas repentem-me interruptamente que não posso ser assim, que te sufoco. Mas da minha cabeça não sai que não sou eu que estou errada. Que é só uma maneira diferente de gostar. E que não quer dizer que não gosto de mim e que não aproveito o tempo que estou sozinha (é tudo o que eu tenho feito aqui, é estar sozinha). Não sou eu. És tu. És tu porque me fazes sentir abandonada. Não sozinha.

Há dias, há noites, em que quero tanto estar aí. Em que fantasio mil cenários. Dormir pacificamente na minha cama, dormir pacificamente na tua, conduzir o meu carro, ir à hamburgueria do bairro, sentir o cheiro da minha vila ou da casa da minha mãe, não, da roupa da minha mãe...fantasio o dia da minha chegada, fantasio sobre como o tempo vai passar sem que eu me dê conta, como vou poder passar o dia a abraçar as pessoas e meter a conversa em dia, fantasio sobre não conseguir dormir ansiosa à noite só de pensar que no dia a seguinte vou acordar cedo para te acordar a ti. Fantasio sobre como vais acordar, o que vais dizer. Quanto chego a este ponto páro de fantasiar. Porque sei que qualquer cenário que eu faça vais sempre destruir quaisquer expectativas que eu tenha. Contigo é sempre assim: quanto mais espero menos tenho. Então só fantasio até onde eu controlo. Imagino perfeitamente o teu quarto na maior bagunça total (juro-te que nunca vi nada assim), eu a tentar meter os pés no chão com cuidado para não pisar algo que faça barulho, imagino o sol a entrar pela janela e, às vezes, imagino que acordas com o sino da igreja à porta de tua casa que dá as meias horas (sim, achas que eu me esquecia da noite em que ficámos acordados das 2 às 6 da manhã à espera do raio das meias horas para eu gravar no trabalho de música e as cabras não tocavam???!!).

Queria dizer-te isto, porque não posso? Porque sou a única que sonha? Porque sou a única a achar que é bom sonhar, que é bom falar sobre isso? Que elimina a saudade má, aquela que estou a sentir, que me corroi e deixa a chorar até adormecer, e mete a boa, a que me faz sorrir até adormecer pacificamente? 

Essa saudade que me fazes ter às vezes que me lembra que sou sortuda...para onde foi? É tão rara já. Toda a gente diz que a culpa é minha... Desculpa... Mas eu acho que a culpa é tua. Tens uma maneira esquisita de gostar. Eu gosto da minha maneira de gostar... Faz-me sentir entusiasmada! Sabes esse sentimento? De rir com vontade, de frenesim no corpo, de um pouco de descontrolo, de felicidade espontânea e rápida? Sabes? Sabes o que é? Sabes sentir isso? É que às vezes acho que não... Às vezes penso em ti como uma emoção constante, um barco num rio calmo, com sol e luar, num tempo tranquilo, exacto, normal. Não há nada de mal nisso... mas eu gosto de nadar na agitação das ondas.


Cisne

Bonding with spain


Cisne

11 de maio de 2014

I always get what I want muahaha


Esta música é um troféu. E esperei por ele 8 meses! É obra... Prova de resiliência! Oh yeah...

Cisne

9 de maio de 2014

Tainted Love



"Sometimes I feel I've got to
Run away, I've got to
Get away from the pain you drive into the heart of me
The love we share
Seems to go nowhere
And I've lost my light
For I toss and turn, I can't sleep at night
(...)
And you think love is to pray
But I'm sorry, I don't pray that way
(...)"

Cisne.

Fucket-list

Respondendo a este desafio, cá vai a minha fucket-list:

  • A "doença que me condiciona"
  • A distância entre mim e as pessoas de que gosto
  • Os mixed feelings que isso origina (querer ir/querer ficar)
  • O anormal que um dia chorou no meu colo e no outro me deixou
  • A mania absolutamente irritante dos espanhóis em chegarem atrasados SEMPRE
  • A inabilidade para cozinhar como a minha mãe/bem
  • Quando o meu pai se mete a dizer que as filhas não lhe ligam nenhuma
  • O meu peso! As minhas pernas! A p*** do meu treinador virtual que não me consegue fazer emagrecer/ficar em forma!
  • A minha quase total incapacidade para simples cálculos mentais matemáticos
  • Não conseguir escrever nada optimista/meramente reflexivo neste blog como costumava fazer tantas vezes
  • Não arranjar estúdio para ensaiar (deve ser só no meu curso que temos de implorar para trabalhar!!)
  • Não gostar de estar sozinha
  • A prof que fala catalão, vê que eu não entendo e ainda assim me diz "Venga, vamos, a provarlo!"
  • Todos os filho da **** que me deram entre 27 e 35 (TRINTA E CINCO) anos. TRINTA E CINCO. tenho 20...........

Cisne

8 de maio de 2014

A leap of faith

 
Estou instável e ansiosa. Com tudo, com nada... 

A minha mãe, regra geral, diz-me coisas que sempre me disse vezes e vezes sem conta e eu, impaciente, digo-lhe que «já sei, já sei»! Sim, eu sei. Mas é como a diferença entre olhar e ver. Eu sei na teórica tudo o que a minha mãe diz mas não meto em prática. Vou experimentar a prática agora.

Hoje ouvi a coisa mais bonita que já me disseram, perante uma situação muito muito difícil e complicada: Eu confio em ti.

Um voto de confiança em mim. De mim para mim. Porque todos os outros confiam. Falto eu. Falto eu na minha própria lista de prioridades. Falto eu.


Cisne

6 de maio de 2014

À espera


À espera que te lembres de mim, como sempre, e à espera de mudar a minha maneira de pensar - com esperança de que a nova resulte. No fim, à espera que tudo corra pelo melhor.


Cisne

5 de maio de 2014

As palavras que talvez te direi #4

Queria dizer-te que és importante na minha vida. Também a destróis um bocadinho. Só às vezes. Na maior parte do tempo fazes-me bem, fazes-me esquecer, dás-me ilusões bonitas do que foi, do que é e do que poderia vir a ser mas nunca será, não é, nem nunca foi.

Tu estás lá geralmente nos piores dias. Que para ti são os melhores. Sempre que estou feliz finges estar feliz por mim mas só esperas que fique triste de novo. A minha boa energia faz-te sentir triste, afundado na mágoa de não teres ninguém como eu, até porque alguém com boa energia foi tudo aquilo por que sempre procuraste.

Eu agradeço-te na maior parte dos dias. Ajudas-me e estás a ajudar-te a ti mesmo ao mesmo tempo. Tudo bem, nem tudo têm de ser boas acções totalmente altruísta. É genuíno o teu egoísmo - ao menos isso.

Mas hoje, hoje, meu cabrão, filho da p***, estou capaz de te estrangular. E queria dizer-te isto mas não posso, inclusivamente porque até te chamo de meu amigo. Mas meu camelo, se me fazes duvidar um dia mais que seja do que quero, juro que não sei o que te faço. 

Tenho muito valor, ouviste? Tenho muito valor! E tenho valor sozinha! Não preciso de ninguém que mo faça ver! E queres saber?? Tenho várias, várias pessoas que mo fazem ver! Senão várias as suficientes! A minha mãe é a primeira! Que não deixa de acreditar em mim nem que eu me caia ao chão e desate a chorar e dizer mal de tudo e não saia da cama durante três dias! E o meu namorado faz a coisa mais impressionante que eu já vi! Faz-me ver o meu valor deixando-me apreciar a mim mesma. A princípio eu achei que não queria saber. Mas isto também não fazia sentido porque passava a vida a dizer como eu era bonita, como eu era talentosa em como tinha tanto orgulho em mim... Ele dá-me espaço para ver o que ele via, o que a minha mãe via também. Mas tu, tu meu grandessíssimo asno, tu metes-me do teu tamanho e eu nem sequer sei que tamanho é esse só para veres a estupidez da coisa!!

Quero dizer-te, deixa-te de merdas!! És novo fixe que giro, copos, gajas uuuhhhuuuu! Esquece meu. Isso não vale nada. Nada. Aprecia os teus amigos, aprecia estares sozinho contigo, considera até, na loucura, a possibilidade de encontrares alguém com quem queiras verdadeiramente ficar. Porque não? Eu não preciso de ti, a sério, não te preocupes que eu fico bem, sempre me desenrasquei. Eu acho sempre que preciso de ti mas não preciso.

Tenho sido fraca. Enfraqueceste-me. Fizeste-me crer que estava dependente de ti. Ai sim? Então olha vai para o c****** que te ature pois eu não sou de ninguém. E serei cada vez mais de mim mesma! E sabes? Tu devias ir à procura de ti. Porque não estás à procura de nada, nem sei como consegues viver assim, numa felicidade instantânea, que é tão boa como efémera, como melancólica e egoísta. Não vale muito posta assim, pois não?

Amigo, vai para casa. Manca-te. Sou mais forte do que tu. Podes tentar o que tu quiseres. Bring it on!! Posso duvidar, sim, claro, posso duvidar... Mas vou fazer sempre o que está correcto. Não duvides disso, meu amor, até porque quanto mais me disseres que não consigo mais depressa chego lá.

Manca-te meu. Deixa-me viver feliz a vida de sonho que construí para mim. Sozinha, com o apoio incondicional e genuinamente altruísta da minha família.


Cisne

2 de maio de 2014

É aquela coisa


Há aquela coisa. Aquela coisa pequenina, minúscula quase. Aquela de que mal se dá conta, de que se falou uma vez em concordância e em que nunca mais se tocou. É dessa que eu preciso. E já não sei mais como te explicar. A ver...

Cisne

1 de maio de 2014

Can't shake the feeling of...


Não consigo ser como ele. Não consigo meter-me a mim no centro por mais que goste de mim. Não consigo evitar ligar o facebook, ou verificar o telemóvel 500 vezes. Não é assim que eu sou, pronto. Eu importo-me, quero saber, tenho saudades... E é sempre difícil não ver o mesmo de volta, a mesma necessidade ou o mesmo esforço. Fizeram-se 7 meses no último Domingo... ele nem deu conta.

Mas vendo bem... 7 meses? Não. De todo. São 4, são aqueles que construimos juntos, não separados, aqui a relação está suspensa, como perdida no tempo. As palavras esgotaram-se, adoro-te já não quer dizer nada, tenho saudades tuas idém...

Há dias melhores... Mas esta noite...complicada. As noites são sempre. Pouco sono, muito pensamento, muito cansaço... Esperam-se dias melhores...

Não sei porque é que a determinado ponto de estar numa relação tenho sempre de desejar estar fora dela.


Cisne

Abandono

Este blog foi ao abandono...E não admira. Está tal e qual como eu: abandonado. Desde que uma colega minha entrou de baixa e o meu t...