30 de novembro de 2013

Saudade


Só Cisne não viu



"(...)Lá fora, amor

Uma rosa morreu
Uma festa acabou
Nosso barco partiu
Eu bem que mostrei a ela
O tempo passou na janela
Só Carolina não viu(...)"

O tempo passa por mim. Estou sempre à espera do próximo dia e do próximo e do próximo, nunca desfruto do dia presente. Sempre stressada, sempre triste, sempre preocupada, sempre a arranjar problemas sem solução... Tenho saudades de mim. A minha vida está a passar por mim. Toda a gente me diz para a apreciar e eu não consigo. não sei se consigo mudar.

Cisne

29 de novembro de 2013

Coisas random que se me passam pela cabeça


Quero cortar o cabelo mas só o posso fazer depois da peça da Bárbara. Mas quando? Ao Sábado quero dormir, durante a semana não tenho tempo... E onde? Nunca gosto do corte de cabeleireira nenhuma...

Acho que após 20 anos finalmente vou ter um aniversário calmo, bem ao meu gosto. Vou passar a meia noite com os meus colegas depois da estreia do nosso espectáculo nas Caldas da Rainha, talvez vá beber um copo a seguir ou talvez vá só mesmo para a cama com o cansaço. No dia seguinte vou almoçar com a minha mãe (só nós lá de casa, bem pacífico) e jantar com o meu pai (novamente pacífico e sem muita comida - o que é bom nestes dias de perdição, acreditem). A seguir vou dançar com os meus amigos e os meus irmãos algures por Lisboa. Happy happy

A maquilhagem faz mais por mim que saltos altos - reparei até que isto afecta completamente a maneira mais ou menos confiante com que dou as minhas aulas e a maior ou menor dificuldade com que imponho a minha autoridade.

Chegamos ao nosso limite de porcarias/chocolates/doces/bolos etc. que metemos no bucho quando a nossa coreógrafa (que é a pessoa mais querida à face da terra, é só simplesmente exigente) diz «Laura, assim...o fato...bem, vamos ver de tamanhos...». E quando logo a seguir o meu melhor amigo me diz «amor, eu sei que a fase é complicada mas estás mais gordinha e a perder definição...». E pronto, parei de comer chocolates (só comi um esta semana e foi porque me enervei), bolachas de chocolate substituídas por fibra e passei a almoçar todos os dias na cantina, e fruta, salada e bagas de goji passaram a estar constantes na minha lancheira. Ainda não consegui abdicar do leite com chocolate e das barras de cereais. Calmaaa!

Todos os dias penso «Tenho que ligar à minha tia para perguntar quando é que o meu carro tem de ir à inspeção». Todos os dias penso nisto numa hora em que não posso ligar e todos os dias me volto a esquecer.

Fiz 2 meses de namoro ontem. Parece que fiz 10. Afinal já saímos juntos já desde o Verão. Belo Verão, já agora.

Amanhã dou aula de duas horas, tenho um grau inteiro para estudar (que algumas miúdas já conhecem melhor do que qualquer pessoa porque já estão a repetir o ano) e estou com demasiado sono para isso. Amanhã tenho de estar levantada no máximo dos máximos às 8h (e assim já devo chegar atrasada à faculdade).

Estou farta de ter sono. Este fim-de-semana vou dormir até cair de cu. Ah não espera, tenho de ver uma aula aberta sábado de manhã, tenho consulta sábado à tarde, tenho um trabalho de música para entregar até à meia noite de Domingo... e por aí adiante. Esquece lá o dormir, só durmo no Natal agora. Ou vá, a partir de 20 em que entro de férias da faculdade.

Tenho umas bailarinas feitas numa espécie de esferovite maleável que quero escrever com frases específicas para cada uma delas e portanto as minhas últimas duas noites foi a pesquisar frases que tivessem a ver com elas, com o que eu consegui conhecer delas. Estão a ficar beeeem giras :) Vou juntar-lhes um bom-bom. Sei que não é lá grande exemplo, mas espero conquistá-las assim. As do grau mais avançado bem que precisam de ser conquistadas, estão sempre a avaliar-me de alto a baixo -.-'

Amanhã é sexta-feira =)


Cisne

24 de novembro de 2013

O traje


Ele fica bem de traje e eu já odeio vê-lo nele. Sempre que ele traja vai embora, já associo o traje à despedida, a coisas "más" que ele gosta, "más" porque o mantêm longe de mim. Os amigos da tuna gozam com quem tem namorada, a pressão para se ser solteiro e "curtir a vida" é tradição. O que significa que à mínima cena de ciúmes em relação a ensaios ou festivais ou trabalho é um "vês, eu avisei-te, namorada só dá problemas, com uma guitarra na mão engatas qualquer uma, para quê os problemas?" da parte dos amigos. E quem me dera estar a exagerar mas vi isto a acontecer à minha frente com outro casal.

Não sou do tipo ciumento, nunca fui. Mas sim, às vezes confunde-me que ele me queira na vida dele mas me exclua completamente desta parte. Não quero ser egoísta mas a verdade é que custa, custa não poder dizer nada ou fazer sequer uma brincadeira tipo "não me ligas nenhuma, é só tuna". Da primeira vez que experimentei essa brincadeira, recebi o olhar de pânico mais assustador de sempre... Enfim, a tradição é essa mesmo, é de que é super secreto e o caraças e ele leva aquilo tudo muito a sério e como está na direção está sempre com trabalho... Enfim, quem sou eu para julgar? É só difícil passar uma semana sem o ver, vê-lo sexta-feira à noite e de repente ouvir qualquer coisa como «tenho teste daqui a uma semana e seguimos logo para Coimbra, mas até lá ainda falta muita coisa». Resposta: "Próximo fim-de-semana Coimbra quê?". Pronto, e vão-se passar mais duas semana. Depois na outra faço anos e ele tem um teste, nem sequer pode ir ver a minha peça nas Caldas da Rainha, no dia seguinte vou directamente para Alenquer para festejar com o meu pai e com a minha mãe, pelo que não só não o vou ver no dia dos meus anos como só o vejo no Domingo, o que já toda a gente sabe que faz à minha cabeça...

Epa... Às vezes faltam-me as forças e o fim-de-semana não chega para recuperar. Algo me diz que quando chegar Fevereiro tudo vai ser melhor. Eu só espero que sim porque já está difícil. Demasiado trabalho, demasiado cansaço, demasiada pressão.

Quanto a hoje? Hoje ele teve Festival e eu não fui porque eram os anos da minha irmã. Ainda bem que eram, acho que ele está habituado a que eu faça tudo por ele, acho bom mesmo que ele sinta a minha falta. Quanto a agora? Agora, Sábado 3 da manhã, eu estou em casa da minha mãe a escrever no meu blog enquanto ele está nos copos com os amigos. Deprimente? Não, claro que não...


Cisne

19 de novembro de 2013

Em dois segundos

Os dias passam em dois segundos. Não sei o que ando a fazer ao tempo...



Conversa nº y


"Ele: - Gostava que não tivesses medo, que não fosses tão insegura em relação a nós...
Eu: - Eu também, amor. Mas sou assim... Não é por mal nem falta de confiança... É só quem eu sou, desculpa.
- Palerma... Gosto tanto de ti."

:)
Cisne

18 de novembro de 2013

Afinal não foi preciso chegar ao Natal...


Ontem comentei com ele sem querer que os Domingos me deixavam mal. Ele, claro, perguntou porquê, esperando a resposta óbvia tipo «amor da minha vida, claro que é porque tenho de me despedir de ti, vou morrer com mais uma semana de espera, és o ar que eu respiro». Pois... Sou eu. Portanto não, é mais dramático ainda. Bem, mas vá, agora a falar a sério.

Respondi-lhe que não queria dizer nada em especial e que um dia falávamos disso. Ele respondeu-me um pouco ofendido dizendo que então não percebi porque é que eu lhe chamava namorado, se era só para o beijar aos fins-de-semana. Passei-me da marmita e ora cá vai do que já me anda entalado que ele nunca quer falar: "É como não quereres falar sobre as tuas notas. Ou quebramos os dois ou mantemos os dois. How it's gonna be?". Logo a seguir mandei: "Se não confias em mim para isso como esperas receber o oposto em troca, meu amor?", só para atenuar um pouco a coisa e não parecer tão brutinha...

E finalmente, depois de tanto tempo a batalhar recebo uma resposta de gente decente!! "Não é uma questão de confiar...é claro que confio em ti. Simplesmente tenho medo de te desiludir de alguma forma =/ e sim, o semestre não está a correr como eu estava à espera. Já estou a exame a duas cadeiras. Uma tive 9.5 e outras duas ainda espero notas... Estava à espera de melhorar para te contar." Ufa! Finalmenteee!! Resposta minha: "Também eu tenho medo disso. Não estou bem e não sou a mesma pessoa que conheceste na SAL. A consulta de que não te contei a que fui foi de psicologia. Desde que a AE começou a dar mais problemas que foi demasiada pressão, demasiado trabalho e fiquei com um esgotamento sem me aperceber. Achava que era forte, sempre lutei por tudo na minha vida e sempre consegui. Quando o Verão chegou pensei que já estava bem, não tive mais crises... Mas ultimamente têm sido mais frequentes. Com o trabalho, o estudo, a pressão, as responsabilidades, o cansaço...Por isso te digo sempre que preciso de dormir. Sempre que não durmo fico pior. Por isso os Domingos são tão difíceis porque tenho de me preparar  para que tudo recomece. Amor... Esperei para que passasse para não ter de te desiludir mas não sei se está para breve o fim. Estás sempre a dizer que sou perfeita... Evitei contar-te porque não te quero afastar."

A resposta dele: "Desiludir? És parva?? Toda a gente tem esgotamentos a certa altura da vida... Só não vão todas ao psicólogo porque não são capazes de reconhecer que é o que precisam... É preciso bem mais do que isso para deixares de ser perfeita, meu amor. E espero que saibas que estou aqui não só para os fins-de-semana mas também para falar sempre que precisares."

Para concluir pedi-lhe para pararmos de uma vez por todas de esconder tudo e mais alguma coisa que fosse menos bom, porque epa, as pessoas NÃO SÃO de facto, perfeitas. Ela respondeu-me "Eu prometo que não te vou esconder mais nada. Não te quero perder por nada..."

E pronto... Happy and lucky me :) Isto está resolvido portanto não sei do que me vou queixar a seguir mas está a ficar complicado :)


Cisne

Conversa nº x


"Ele: - Cheira a verniz...
Eu: - Claro, tive a pintar as unhas e tu estás a arruiná-las!
- Eu gosto do cheiro a verniz...
- Eu também gosto do cheiro a verniz...
- Pronto, então vamos ter uma casa com cheiro a verniz!
- Pronto, lá estás tu com as tuas mariquices... -.-
- Adoro-te"

:)


Cisne

17 de novembro de 2013

When you realize it...

Estou triste. Apercebi-me que não vou mudar. Que por mais que eu queira e "aguente" a relação de distância que mantemos não me vou adaptar. Despedir-me vai continuar a ser difícil e eu vou continuar a não querer vê-lo ao Domingo para não tornar tudo mais difícil ainda. É uma estupidez, eu sei disso. Se ele estudasse em Lisboa provavelmente não teríamos tempo para nos vermos na mesma, a minha vida é uma correria e eu estou sempre tão cansada com o trabalho e a faculdade... Mas é o facto de não poder. De saber que se precisar dele tenho de me aguentar, ele não está aqui. Ele nunca está aqui.

E depois as coisas em que não concordamos... Sempre que estamos prestes a discutir sobre qualquer coisa paramos porque não nos podemos dar ao luxo de discutir, de discordar. Temos de aproveitar para estarmos bem. Não sei lidar com nada disto.

Espero ansiosamente pelas férias de Natal. Tenho a impressão que vão ser boas. Acabo as aulas a dia 20 mas entretanto continuo a dar aulas na academia, que não tem interrupção lectiva. Ele vai estar em Lisboa, apesar de ainda ter exames na margem Sul. Acho que vai ser bom. Tempo de paz e amor e tal, pode ser que o espírito Natalício se apodere dele e que consigamos resolver os nossos problemas.


Cisne

16 de novembro de 2013

Going out

Ontem, ao sair com o meu namorado (5 anos mais velho do que eu), senti pela primeira vez a nossa diferença de idades. Fomos beber um copo ao bairro alto com uns amigos meus e estávamos, como sempre a falar à parva. À parva e sem inibições porque, tal como eu, também eles já ganharam confiança com o P. Acontece que passado um bocado estávamos numa risada pegada e o P. estava completamente fora. Mas foi ele que se meteu de fora porque a conversa também o incluia. Foi estranho, ficou a olhar para nós como se fôssemos putos para ele com conversa de putos. E ele nunca nunca me fez senti assim. O último a fazê-lo fê-lo há alguns anos atrás e eu odiava a sensação já na altura. A sensação de que o meu próprio namorado não tem paciência para mim...

O C. diz que lá estou eu com os meus filmes e que não me posso ver bem 2 segundos que tenho que arranjar problemas que não existem. Ele diz que não sentiu nada disso e que, inclusive, o P. teve sempre super presente na conversa. Pronto... se calhar sou uma paranóica de pior espécie. É provável...

Anyway, off to study now. And then......... SHOPPING! :) Vou dar uso a uma pequena parte do meu primeiro ordenado, porque já estou a ficar um bocadinho farta de roubar roupa à minha irmã lol


Cisne

14 de novembro de 2013

Saudades

"O teu mundo está tão perto do meu
E o que eu digo está tão longe como o mar está do céu"

Repetir até acreditar: "Ter saudades é bom"

a





Cisne

13 de novembro de 2013

Parece que a neura é dia sim dia não


Mais um dia. Sinto-me a desfalecer. O momento em que me sento no carro depois do trabalho é já um alívio. A minha irmã diz que eu não devo ficar melindrada com não estar bem, por desejar tanto o fim-de-semana. Porque a verdade é que por mais que eu gosto do que faço a vida não foi feita para estudar e trabalhar ao mesmo tempo e que eu tinha de ver isto como uma situação temporária, que se fosse definitiva que eventualmente eu deixara de ser tão feliz, pois ninguém conseguiria ser feliz com tanta carga horária e de trabalho.

Por acaso tudo isto fez muito sentido então quando me começo a sentir em baixo ou muito cansada (que quando em exagero são geralmente indicadores de início de ataque de ansiedade), penso nestas palavras. Penso que não tenho de ser uma super-heroína que nunca se cansa e está sempre feliz.

Sabem o que não ajuda nada? Vá, riam-se lá... Sim, são mesmo as saudades que tenho dele. Ou melhor, são as saudades que eu sinto sozinha. Bem, como é que eu digo isto? Epa não sei, ele faz-me falta, faz mesmo. Ele acalma-me. Só por estar comigo, quando estou com ele não penso em nada. E não é verdade que seja só porque quando estou com ele é fim-de-semana e não preciso de pensar em nada etc. Houve um fim-de-semana em que estivemos os dois a estudar e eu estive super concentrada e calma o tempo todo, foi super produtivo.

Esse dia, já agora, foi espectacular. Ele cozinhou para mim, fomos passear, conheci amigos dele, conheci a rotina dele, andei pelas ruas onde ele anda, conheci segredos dele e contei meus, rimos muito, conversámos muito, criámos mais laços. Laços frágeis, por certo que sim. But still... Guardo esse fim-de-semana com muito carinho, por acaso. Porque até ali era uma relação muito muito frágil em que a qualquer momento eu esperava um «não está a resultar» ou «acho melhor darmos um tempo». E a partir dali senti-o diferente, senti-o comigo, comigo mesmo e não com uma rapariga que ele conheceu na SAL. E nada foi dito, nada de mais foi feito... São coisas que simplesmente se sentem.

Bom, coisas como a que eu sinto agora... Odeio sentir que temos vidas separadas, sem pontos de ligação. Odeio sentir que estou sozinha.


Cisne

11 de novembro de 2013

Na minha cabeça tudo é tenebroso

Segunda-feira passa e o mundo já não parece tão tenebroso. Esta noite vou fazer jantar e trabalhar. Passei só mesmo para dizer que me apercebo do quão dramática fica a minha cabeça em situações como a de ontem, eu deixo de ter a razão suficiente para ver que o meu problema é do tamanho do copo de água onde eu estou a fazer a tempestade...

Enfim... Mas depois tenho amigos que me levantam sem perguntar se eu quero ou não, se consigo ou não, assumindo que eu não tenho escolha. Que estão sempre lá e que eu tenho muito medo de perder por serem tão importantes para mim.

Imagino muitas vezes a sensação que deve ser depois de regressar de Erasmus. Abraçar a família, toda, os amigos... quem sabe o namorado... Enfim, acho que esse momento da chegada deve compensar toda a ausência. Será? Bem, não importa. Quando fico triste por pensar em partir, penso na chegada... Curiosamente resulta :)


Cisne

Just want it to stop


Não pedi para o conhecer, não pedi para me apaixonar, não pedi por nada que me prendesse. Mas pedi para não sair magoada, pedi para que me acabasse o azar, pedi para parar de conhecer idiotas, pedi outra sorte, pedi por alguém que não brincasse comigo, por alguém parecido comigo e diferente ao mesmo tempo. No final, pedi tudo o que tenho e agora vejo que fui tão estúpida em pedir. Porque me apeguei. Apeguei-me a ele. Caraças, nem sei como aconteceu. Estava a viver a minha vida e quando dei por isso ele passou a ser importante. E está do outro lado do rio...

Esta noite estou triste. Porque é Domingo e tive de me despedir. Porque é Domingo e ele não está de novo. Porque me sinto sozinha e estou sempre acompanhada. Porque tenho várias coisas para fazer e não consigo resolver prioridades simples. Porque estou em fase de negação como se manter-me acordada fosse impedir que a segunda-feira chegue. Não, na verdade só vai fazer com que fique mais cansada. Tudo isto deixa-me apenas mais cansada. Mas eu estou sempre cansada.

Eu estou sempre cansada. Quer durma, quer não durma, quer sonhe, quer não sonhe... É tudo um desespero, é tudo um descontrolo sobre a minha própria vida, próprias decisões, próprias ações. Cada vez tenho mais dificuldade em pensar, em decidir, principalmente. Dias como este deixam-me de rastos. Dias Domingo.

Pedi-lhe para nunca nos vermos ao Domingo à noite, só tornava tudo mais difícil. Temo-lo cumprido e confirma-se isso mesmo. Mas hoje era a nossa única hipótese de nos vermos esta semana. Eu só sei que ele fica sempre bem e eu fico sempre assim. E acho mesmo que não tem nada a ver do quanto se gosta. Eu estou só tão frágil, tão sensível, sinto-me tão fraca... E não lhe posso dizer nada disto. Posso. Eu posso... Mas não quero. Não quero que ele saiba, só quero ficar bem para nunca ter de lhe contar. Não quero ter de lhe contar que todos os meus Domingos são um inferno, que não consigo aguentar a pressão e as responsabilidades, que não tenho vontade de sair de casa, que fico paralisada em frente à porta da minha casa às vezes. Não sei como dizer as palavras «não consigo». E definitivamente não sei como sair deste buraco negro, desta espiral que não tem fim. Estou farta de chorar, de o esconder e de me sentir assim. Estou farta de não me conseguir ajudar a mim mesma. Estou farta de querer Fevereiro e de não o querer ao mesmo tempo. Estou farta de querer estar sozinha e acompanhada. Estou farta de não ser eu. E tenho muito medo de não voltar a ser eu.

Também tenho medo de não conseguir sair de casa amanhã. Tenho medo de não conseguir apresentar o trabalho de Composição amanhã. Tenho medo de não conseguir dar bem as minhas aulas. Tenho medo que percebam que não estou bem. Tenho medo de não ser boa o suficiente. Tenho medo de desistir. Tenho medo que todos estes medos se apoderem de mim e me condicionem de vez. Tenho medo de deixar de ter soluções, de deixar de conseguir passar por cima destas crises de choro. Tenho medo de não aguentar estes meses que faltam até ir para Erasmus.

Não consigo sair daqui. Não consigo tomar nenhuma decisão, é um desespero. Não consigo decidir o que fazer primeiro, o bloqueio é tão grande para coisas tão simples mas eu simplesmente não consigo. Tudo me pára. Penso em ir dormir para conseguir acalmar-me mas penso que não o posso fazer pois amanhã tenho de estar pronta. É tudo um grande desespero mais do que consigo aguentar. Às vezes sinto-me a enlouquecer...


Cisne

Do «meter a carroça à frente dos bois»


Eu disse-lhe:

- Tenho medo de ir. A maior parte dos meus colegas quer muito sair de Portugal porque não tem nada que os prenda aqui. Eu tenho tudo... Tu, a minha família, o C., Lisboa, o meu trabalho... Tenho medo que tudo mude enquanto eu estiver fora, tenho medo de perder tudo porque fui embora de tudo.
- Sabes que não te vou pedir para ficares. E acho muito importante que vás, embora isso seja uma decisão tua.
- Eu sei...
(silêncio... Até que eu:)
- Acho que será melhor acabarmos antes de eu ir. Acho que ficarás melhor e eu também. Ficará tudo resolvido, sem dramas, nem discussões...
(silêncio...)
- Não quero pensar nisso agora, amor. Mas digo-te assim: estive a ver os voos para Barcelona na Páscoa. Não são assim tão caros...

:) Só o facto de ele ter ido ver os voos, o facto de ter partido do princípio que duramos até lá... :)


Cisne

10 de novembro de 2013

Não tá fácil...

Voltei a sonhar. Foi um pesadelo e desta vez foi o meu pai. Começo a temer que agora sejam só pesadelos. Sempre adorei sonhar porque pelo menos nos breves segundos em que acordo aquela coisa faz-me sentir contente e na maior parte das vezes ajudava a melhorar o meu mau feitio matinal. Bom, agora quando acordo fico aliviada mas fico sempre a pensar nas coisas que não aconteceram mas poderiam... Enfim.

Entretanto, o meu irmão fez anos hoje, o que me impediu de estar com o meu namorado (isto soa mal mas eu fiz muita questão de estar em casa com ele, isto é só um facto...), e amanhã estarei com ele o que me impedirá de estudar e planear a minha semana.

Resultado: estou aqui às cabeçadas ao PC depois de cerca de 2h de jogos familiares (porque ter vida social diz que também é saudável) a tentar deixar tudo feito, para amanhã estar descansada. Não está a resultar muito bem caso contrário não estava aqui a tentar acordar... Bom... Há-de ser o que DEus quiser.


Cisne


7 de novembro de 2013

A aprendizagem absolutamente fascinante que acabei de fazer!


Então não é que para sonhar é preciso dormir??! Pois é, pois que a vossa amiga não andava a dormir muito. Mas toda a vida a vossa amiga sonhou muito. Pois que esta noite, após cerca de um mês sem dormir muito mais que 4h por noite durante a semana, sonhei!! Mas desenganem-se se acham que foi assim uma coisa levezinha muito pouco definida. Na na não, que aqui a amiguinha não brinca! Pois que acordei absolutamente danada! Ora porquê, perguntam vocês minhas alminhas? Ora pois que tive um pesadelo digno de filme policial em que a casa do meu pai estava a ser assaltada, em que era só corria de um lado para o outro, uma coisa mesmo caótica e lá pelo meio (e o mais importante) o meu namorado acabava comigo. Então eu acordei sem a MÍNIMA noção do que era realidade ou sequer de que tinha acabado de acordar de um sonho, apesar de estar deitada na cama. A única coisa com que me preocupei foi em pensar «olha que bela m***@, ainda agora começámos e já acabou! E o sacana nem sequer me disse porquê! Estúpido». Juro que se ele estivesse ao meu lado tinha levado uma batatada! Ou isso ou eu apercebia-me que tinha sonhado... Ai Jesus, isto quem nasce com um parafuso a menos...


Cisne

6 de novembro de 2013

Só sei que nada sei


Venho com muitos hábitos de uma relação longa que tive. Hábitos que passei a odiar quando a relação se tornou sufocante mas a que sempre dei muita importância e valor enquanto estava a construi-la. Hábitos tão simples como: mensagem de boa noite, mensagem de bom dia, falar um pouco todos os dias (por telefone ou pessoalmente), dividir contas religiosamente... enfim.

Vejo-me numa relação nova e apercebo-me que ainda não apanhei o que é que é normal ou sequer normal para nós, pronto. Mas ok, vai-se andando. Eu com saudades e ele do outro lado do rio a fazer sei lá bem o quê. Boooom, vamos dormir e não pensar em ex-namoradas lindas de morrer a morar em Setúbal, sim?


Cisne

3 de novembro de 2013

Eyes wider than before


Cisne

As palavras que talvez te direi#2



"(...)Every time we meet, it's like the first we kiss
Never growing tired of this endlessness
It's a simple thing, we don't need a ring
Our love is easy(...)"

Gosto que não brinques com ciúmes e controlo. Que, aliás, nem te ocorra fazê-lo por ser tão irreal, tão descabido. Gosto que nem te ocorra fingires que tens ciúmes.

Gosto da maneira como lidas com os meus amigos desvairados da cabeça, sei que é um esforço inserires-te num grupo tão diferente de ti mas fá-lo parecer tão prático e fácil... E eles adoram-te, principalmente quando o que dizes não faz sentido nenhum :)

Acho que vamos ter problemas sérios daqui a uns meses. Talvez apenas um mês. Porque já vamos gostar imenso um do outro mas também vamos discutir. Porquê? Porque já vamos exigir um pouco mais um do outro. Porque é assim, porque é assim que funciona. Eu vou dizer-te para não falares assim com a tua mãe, para teres paciência, para não estudares só de véspera, para estudares comigo, para me contares aquilo em que estás a pensar... E eu já percebi que não és muito acessível nestas coisas. O mesmo comigo. Sei que vais deixar de "deixar passar" quando não quiser contar-te qualquer coisa, como o facto de estar a ir a consultas de psicologia. Quer dizer... Como é que te vou explicar que não sou perfeita como dizes que sou? Como é que eu te digo que sou muito feliz mas que tenho muitas responsabilidades, muita pressão e não estou a conseguir ter força para tudo, inclusive despedir-me de ti todas as semanas? Como é que eu te digo que costumava ser uma pessoa cheia de força e que aguentava tudo e que agora o meu corpo me está a mandar parar?

Gosto do teu sorriso, gosto que o uses de forma tonta só para me fazer rir quando estou em baixo. Gosto que tenhas o equilíbrio perfeito entre ser um insensível e um mariquinhas com nomes melosos. Gosto da maneira como lidas comigo. Por mais stressada que eu esteja ou acelerada ou aparavalhada tens sempre imensa paciência. Tentas traduzir com calma o meu português speedado e abrandar-me o passo com uma piada ou um abraço, dependendo do contexto.

Gosto muito que percebas a relação que tenho com o meu melhor amigo. A cumplicidade que partilhamos não te assusta nada, como assustou tantos outros, não te sentes ameaçado. Dizes que só me queres ver feliz.

Gosto do momento em que te vejo depois de passada uma semana. Gosto que me agarres como se nunca mais me fosses largar, como se na última hora não pensasses em mais nada que naquele momento. Não gosto de sentir que estás diferente quando te vejo. Às vezes é só a barba que cresceu, ou a roupa que é nova, ou os óculos postos... Mas faz-me sentir que perdi alguma coisa durante aquela semana e não gosto dessa sensação, a sensação estúpida de que perdi um bocadinho de ti, porque te quero completo. Mas gosto de te ver cada vez mais apaixonado, semana após semana. Gosto que sejas reservado nas mensagens e me digas tudo o que sentes quando estamos juntos. Não gosto quando me dizes que sou perfeita. Faz-me sentir inadequada, ou pressionada para atingir um certo padrão ou expectativa que nem sequer almejo. Sou como sou...e não sou, de todo, perfeita.

Não acho muita piada quando me apresentas aos teus amigos como «esta é a Laura». Fico um bocado «ya, olá Amigo-do-namorado, eu sou a gaja que te está a deixar confuso por não saberes se eu sou a namorada ou só a gaja que ele anda a comer... prazer!!». Mas achei mais piada quando disseste «é a minha miúda». Apesar de achar mega foleiro até foi relativamente querido dado o contexto e o sorriso que me fizeste ao longe, pensando que eu não tinha ouvido (ouvir, ouvir não ouvi mas li nos lábios :):) )

Gosto quando ficas a olhar para mim só para me ver, para me perceber. Olhas para aos meus olhos como se me olhasses a alma, não sei como fazes isso mas sinto-me completamente indefesa. Pensando bem, não gosto quando fazes isso, sinto-me frágil.

Sou muito diferente de ti e portanto não gosto quando fazemos alguma coisa que te lembra as tuas ex-namoradas. Não acontece frequentemente mas quando acontece sinto-me insegura. Odeio isso, odeio sentir-me insegura como se admitisse que eles têm algo a mais que eu...

Não gosto que sejas tão giro. Traz-me insegurança, como se tivesse um tesouro que tivesse de esconder e em vez disso passo uma semana sem ti, tu rodeado de mulheres bonitas a babar para um homem trajado... Mas gosto que de todas elas me tenhas escolhido a mim. Gosto de ser igual a todas as mulheres e que tenha sido eu quem escolheste, a que achaste «mais gira da barraquinha da SAL», como disseste.

Lembro-me do que pensei da primeira vez que te vi depois da SAL. Estavas longe e eu caminhava até ti, atrasada. Não estava nervosa mas tinha medo. De ser uma desilusão, de seres uma desilusão. Lembro-me de pensar «é mais baixo que o que eu me lembrava, damn, não devia ter trazido saltos foi demais...». Lembro-me de me arrepender de ter convidado para beber café. Já 3 homens me haviam ensinado que dar o primeiro passo me ia magoar. Mas ali estava eu. A dar um primeiro passo mais uma vez. Lembro-me de pensar «o que estás a fazer? Ele ainda não te viu, volta para trás agora e dás uma desculpa depois. Rápido». Sei hoje que fiz tudo errado no início da nossa relação. Que te dei os sinais todos errados. E ainda hoje não sei como estamos aqui mas estou muito feliz por estarmos. Estou muito feliz por não teres desistido de mim, por me teres convidado para aquele concerto, para aquele bar irish, para um gin tónico e descobrirmos que era a bebida preferida de ambos. Estou muito feliz por ter entrado na tua vida.

Gostei e gosto de te conhecer. De saber que adoras morangos mas que odeias coisas com morango, recheios, coberturas, bolachas, essas coisas... De saber que não gostas de bebidas doces, de provar cerveja preta, de que nao gostas do traje das mulheres mas o dos homens tem estilo, que política para mim é como para ti, que chocolate negro é o teu preferido, que bebes o café sem açúcar como eu, que preferes pimenta a canela... Enfim... Gosto de te conhecer. És uma pessoa interessante.

Não. Não sei do futuro. Não sei como será quando eu for de Erasmus. Não. Nem sequer sei se estaremos juntos em Fevereiro. Mas não. Já não me consigo imaginar sem ti. É aí que estou. Já estou na fase em que se fores embora vais fazer mossa. Que seja o que tiver que ser. Que sejamos os dois felizes. Juntos ou separados. Mas já agora que seja juntos :)


Cisne

1 de novembro de 2013

Tpm


O meu melhor amigo foi aceite em Erasmus. Sei que estou em TPM quando me dá para chorar de alegria na altura em que fomos ver juntos o e-mail que diz que ele foi aceite. Djisus...

PARABÉNS! Noruega e Barcelona...Bom, uma coisa posso dizer: manter esta amizade não vai ser fácil. Principalmente dado que ele não quer fazer carreira em Portugal... Ou é karma ou é ironia. Finalmente tenho um melhor amigo e vamos embora. For the win...

Cisne

P.S. A música é só porque sim, só porque ficou no ouvido

Abandono

Este blog foi ao abandono...E não admira. Está tal e qual como eu: abandonado. Desde que uma colega minha entrou de baixa e o meu t...